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Petrobras anuncia Plano de Desligamento Voluntário dos funcionários A estatal informou apenas que o objetivo da medida é "contribuir para o alcance das metas de desempenho do plano de negócios (2014-2018)"

Sílvio Ribas

Publicação: 17/01/2014 18:13 Atualização: 17/01/2014 18:16

A Petrobras quer acelerar a redução da idade média de seu quadro de pessoal, em busca de melhor desempenho. Sua diretoria executiva anunciou na manhã desta sexta-feira (17/1) em comunicado a criação de um plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV), parte integrante do programa de otimização de produtividade da petrolífera. Incluindo terceirizados, a empresa emprega 85 mil trabalhadores.

A estatal informou apenas que o objetivo da medida é "contribuir para o alcance das metas de desempenho do plano de negócios (2014-2018)". As inscrições para o programa serão abertas a todos os empregados desligáveis a partir de 55 anos, com o cuidado de "preservar os conhecimentos existentes" na companhia, acumulados pelos empregados com mais idade.

O mais novo programa de redução de custos, batizado de Programa de Otimização da Produtividade (POP), incentiva a demissão voluntária dos já aposentados pelo INSS e os que estiverem aptos a solicitar aposentadoria até 31 de março. O programa será aberto de 13 de fevereiro a 31 de março e alcançará 8.379 petroleiros, sendo 6.879 aposentados. O valor do incentivo será 10 salários atuais, acrescido de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com piso e teto fixados pela estatal.

Os investimentos da maior empresa do país em novas áreas de exploração puxaram nos últimos 10 anos um novo ciclo de contratações. De 2002 a 2013, o efetivo da companhia subiu de 34.520 para 62.852. Em 2012, os desligamentos foram 5,8% menores em relação ao ano anterior, sendo aposentados e aposentáveis por 59% dos desligados naquele ano.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) condenou o PIDV lançado ontem por ter sido "imposto sem qualquer negociação prévia", a exemplo de outros recentes. "Em um momento crítico de acidentes recorrentes, em função de efetivos já reduzidos, a Petrobras lança um programa de incentivo à demissão discriminatório", critica nota da entidade. "Queremos reposição imediata dos postos de trabalho liberados pelo programa. Os recentes acidentes comprovam que os petroleiros estão vivendo situação gravíssima de insegurança", ressaltou o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes.

A Petrobras promete detalhar o POP até 11 de fevereiro. Mas, de acordo com a FUP, o programa será controlado integralmente pelas gerências que, conforme seus critérios, classificarão a situação de cada petroleiro apto a aderir. "A reposição de vagas será garantida apenas nas unidades operacionais e, ainda assim, de postos de trabalho considerados como atividades fim", sublinhou a federação. O alvo maior seria o pessoal administrativo.

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