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Impostos e dólar caro atormentam os turistas brasileiros nas férias

Brasileiros que viajam ao exterior já sentem no orçamento a maior taxação sobre cartões de débito e a disparada da moeda norte-americana

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postado em 18/01/2014 09:32

Victor Martins

 Ed Alves/CB/D.A Press

Viajar para o exterior ficou mais caro. Além da disparada do dólar, que, nos últimos dois anos, subiu quase 30%, o governo levantou, na virada para 2014, mais uma barreira tributária a fim de frear as compras fora do país: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de cartões de débito e pré-pagos e de saques internacionais passou de 0,38% para 6,38%, igualando-o ao cartão de crédito. Tão logo a medida foi anunciada, houve uma corrida pelo dólar turismo, que, desde 31 de dezembro, subiu 5%, cotado a R$ 2,51, pois o tributo na compra da divisa foi mantido em 0,38%. Além disso, os turistas precisam ter ter cuidado ao retornar ao país. A Receita Federal aumentou o rigor na fiscalização de bagagens, sobretudo de quem chega dos Estados Unidos pelos aeroportos de Brasília e São Paulo. Todas as malas estão sendo vistoriadas por raios-X ou diretamente pelos fiscais.

Os turistas reclamam e, segundo especialistas, o arrocho é parte da fatura dos desarranjos econômicos do país. O governo, sem capacidade de tornar os exportadores brasileiros mais competitivos no mercado internacional, apelou para medidas de curto prazo, trabalhou por um dólar mais alto e impôs tributos sobre as compras no exterior para impedir a deterioração maior das contas externas, com rombo de US$ 80 bilhões ao ano. A análise severa de bagagem nos aeroportos também seria parte de medidas protecionistas.

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O Fisco negou que esteja mais rigoroso na fiscalização aduaneira e observou que está usando novas técnicas para aprimorar o trabalho. “A Receita sempre trabalhou no sentido de realizar um eficiente controle aduaneiro dos bens que entram no país. A incorporação de novas técnicas e métodos acabam por ampliar o controle”, informou. O órgão observou ainda que quem não cumprir as regras pode ser processado.

Com todas essas restrições, parte da conta fica para o turista, seja em função de um dólar mais alto frente o real, seja em decorrência da limitação de ingressar com itens importados no país. No terminal de Brasília, ao desembarcar de um voo internacional, todos que entram na fila de nada a declarar — ou seja, afirmam não ter adquirido bens acima da cota de US$ 500 —, têm de passar pelo escâner da Receita Federal. “Você coloca a mala nos raios-X e um segundo funcionário lhe faz perguntas. Se você mentir, a multa é certa. Isso, sem falar nos impostos”, disse o estudante Matheus Costa, 20 anos.

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