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Estabilidade no emprego público não contém rotatividade de funcionários Dados do Planejamento mostram que um terço dos servidores nomeados todos os anos substitui funcionários que pediram desligamento seja para a iniciativa privada, seja para outro órgão público

Diego Amorim

Rodolfo Costa

Publicação: 21/01/2014 06:01 Atualização: 21/01/2014 08:41



Nem mesmo a tão venerada estabilidade consegue segurar todos os aprovados em concurso público. Há quem abra mão das benesses do Estado para montar o próprio negócio, encarar a iniciativa privada ou mesmo voltar a estudar. Desde 2011, somente no Poder Executivo Federal, foram registrados 21,3 mil desligamentos de civis — uma média de 7,1 mil por ano —, incluindo as raras exonerações e o frequente troca-troca daqueles que pedem demissão para tomar posse em outro órgão. Todos os anos, um terço das pessoas nomeadas acaba substituindo quem deixou os cargos públicos.

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Os dados, levantados pelo Ministério do Planejamento no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), mostram a constante rotatividade no funcionalismo, que, embora o governo a considere baixa, preocupa bastante especialistas em gestão pública. Do total de desligamentos, 10.335 — ou 48% — se referem a pedidos voluntários de demissão ou exoneração, contrários à lógica concurseira. O restante — praticamente a outra metade — envolve saídas por aprovação em outro cargo.

Gabriel está trocando posto na Conab por vaga no Tesouro Nacional (Antonio Cunha/CB/DA Press)
Gabriel está trocando posto na Conab por vaga no Tesouro Nacional


A rotatividade de servidores efetivos comprova a falência do modelo de recrutamento do Estado, no entender do professor de direito público do Ibmec Jerson Carneiro. O fenômeno se torna um grave problema para o país, acrescenta ele, porque reflete a ausência de planos de carreira estruturados e uma contínua insatisfação dos aprovados. “As pessoas criam expectativas irreais em torno do funcionalismo, atribuindo o sucesso apenas à questão financeira e ao status”, diz.

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Esta matéria tem: (12) comentários

Autor: Bianca Jamar
Alie a tudo isso a vontade de muitos de se encostarem e acharem que no serviço público não se trabalha. Achar que vão apenas pendurar os paletós na cadeira e assistir tv o dia todo. Tem que dar duro meu filho, foi-se o tempo do comodismo. Lugar de preguiçoso é deitado no sofá... de casa!!! | Denuncie |

Autor: vilson santos
Gosto é gosto, eu prefiro a CONAB! | Denuncie |

Autor: Éder Aquino
O Serviço Público a cada dia está mais sucateado principalmente o nos últimos anos deste governo.Dependendo do órgão não adianta o servidor se aperfeiçoar fazendo cursos, além de não utilizar profissionalmente não é valorizado. Acho que deveria voltar o concurso interno, plano de carreira é obsoleto | Denuncie |

Autor: antonio lima
Porque a saída de servidores do Executivo para outros concursos? O ticket refeição, dos nosso amigos da área de limpeza e superior aos servidores de mais 34 anos de serviço. Por que nao equiparar os salarios aos servidores do Legislativo e Judiciario. Não haveria evasão de servidor migrando p outro | Denuncie |

Autor: antonio lima
A saída de funcionário concursados do do Executivo e grande. O ticket de alimentação do amigos da limpeza e bem superior dos servidores, não desmecerendo nossos colegass. Os salários fossem euiparados aos três poderes não existiria tanta evasão, a historia seria muiito diferente. | Denuncie |

Autor: antonio lima
O que acontece que os servidores do Executivos são os piores salarios dos três poderes, não desmerecendo os funcionariios da area de limpeza chegam a receber um ticket de alimentao maior que um servidor concursao a anos. Se o salário do executivo fosse equipado aos irmãos do Legislativo e Judiára | Denuncie |

Autor: Wesley Alves
A politica de acesso a cargos, ausência de valorização, assédio moral com perseguições entre outros fatores é o combustível de toda esta rotatividade. Não há no serviço público a solidariedade interpessoal, é raro um ambiente de valorização e satisfação o que se percebe é um abismo no tratamento. | Denuncie |

Autor: Manoel Chagas
Claro, essa mixaria que o Executivo paga não segura ninguém. Vai ver se isto acontece no Legislativo ou Judiciário onde é grana é boa, é cheio de recessos e em pouco tempo vc chega no topo da carreira.. além do que, trabalhar no executivo é dificl com tantos apadrinhados imcompetentes. | Denuncie |

Autor: Cidadão Kane
Só no Brasil mesmo pra que burocrata seja a profissão mais desejada. Em países decentes as profissões mais admiradas e que dão mais "status" são as de empreendedores de sucesso, executivos de empresa e até professores e pesquisadores. | Denuncie |

Autor: Valéria .
Não é de se estranhar a evasão no Executivo, os servidores ñ são valorizados, ñ tem um bom plano de carreira, mto menos uma carga horária reduzida, como é o caso do Judiciário e Legislativo. Eu, mesma, não vejo a hora de sair do Executivo. Procuro mais q estabilidade, quero qualidade de vida! | Denuncie |

Autor: luiz gouvea
Finalmente descobriram o óbvio: passar em concurso não garante a felicidade de ninguém. O ideal pros concurseiros é fazer concurso para um órgão que exerça atividade na área que a pessoa gosta. Um economista num tribunal vai ficar decepcionado, por exemplo. | Denuncie |

Autor: Marcelo Ss
A verdade é que todos querem receber maiores salários. Há os que entram imaginam que ser servidor público é fácil, não é. É um porre aguentar os antigões. | Denuncie |

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