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Jovens da classe C dominam shoppings com potencial de consumo de R$ 130 bi

A força desse público é tamanha que supera até mesmo a massa de rendimentos da parcela mais rica da população

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postado em 21/01/2014 06:04 / atualizado em 21/01/2014 08:42

Victor Martins

Daniel Ferreira/CB/D.A Press


Os jovens de classe C dominaram os shoppings e centros comerciais do país. Com um potencial de consumo de R$ 130 bilhões por ano, eles se transformaram nos principais clientes dos lojistas instalados nesses locais. A força desse público é tamanha que supera até mesmo a massa de rendimentos da parcela mais rica da população, cujo desembolso anual, nesse tipo de comércio, chega a R$ 80 bilhões. Os números são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, cujos dados revelam ainda que esses brasileiros têm duas demandas principais: eletrônicos e marcas da moda.

A vendedora Lois Almeida, 18 anos, está prestes a terminar o ensino médio. Conseguiu o primeiro emprego há três meses e se empolgou nas compras. “Estourei todos os cartões de crédito com roupas e diversão”, disse, em tom de brincadeira. Ela e a amiga Maria do Socorro Dias, 18, também vendedora, gastam tudo o que recebem com celular e vestimentas. “O meu estilo é mais rock”, observa. Lois, que também trabalha como modelo, se inspira no movimento hip-hop, gosta de comprar roupas e de customizá-las. “Assim, sempre tenho algo bonito e de marca, mas que é só meu”, afirmou.

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As duas amigas, moradoras de Ceilândia, integram a classe C e, por meio das compras e da moda, desfrutam da ascensão social que levou milhões de brasileiros ao mercado consumidor nos últimos 10 anos. “Antes, eu era bem comum. Até que conheci um pessoal do hip-hop. Me acho muito mais bonita. Agora que comecei a trabalhar, sou independente e posso manter meu estilo com meu próprio dinheiro”, disse Lois.

Como elas, os irmãos Vinícius e Eduardo Tomás, de 17 e 13 anos, e o amigo Bruno Henrique da Silva, 14, deixam grandes somas no shopping para seguir o estilo funk ostentação. “Como as aulas estão prestes a voltar, viemos comprar mochila e tênis”, explicou Vinícius. “E tem de ser um tênis da hora”, reforçou Eduardo.

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