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Líderes de empresas tecnológicas alertam em Davos sobre espionagem em massa Os diretores reunidos nos Alpes suíços para o Fórum Econômico Mundial disseram que as demandas de segurança dos governos supõem um risco para os negócios

France Presse

Publicação: 22/01/2014 17:27 Atualização:

Davos - Diretores de grandes empresas tecnológicas reunidos em Davos pediram nesta quarta-feira (22/1) às autoridades uma mudança ambiciosa em suas políticas de espionagem, após o escândalo das escutas em massa da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana. Os diretores reunidos nos Alpes suíços para o Fórum Econômico Mundial disseram que as demandas de segurança dos governos supõem um risco para os negócios.

Participante usa celular em pausa entre as sessões do Fórum Econômico Mundial  (Denis Balibouse/Reuters)
Participante usa celular em pausa entre as sessões do Fórum Econômico Mundial

"O que se viu em todo o mundo é o velho oeste", disse John T. Chambers, presidente da empresa de sistemas Cisco, em um fórum sobre o mundo digital. "Temos que recuperar a confiança de nossos usuários", disse Marissa Mayer, presidente da Yahoo!. "A confiança foi abalada não só nos Estados Unidos, mas também em nível internacional, em países que estão muito preocupados com o que a NSA vigia", acrescentou Mayer.

Segundo ela, os usuários de internet e as empresas do setor devem poder conhecer "que tipo de dados são solicitados e como serão utilizados esses dados". Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou restrições ao sistema de vigilância de comunicações da NSA, apesar de alertar que manterá esta atividade para evitar o terrorismo.

Os diretores reunidos em Davos informaram que o diálogo com suas empresas apenas começou, e que são necessárias leis mais adaptadas para a internet. "No momento, é muito difuso" o panorama, disse Gavin Patterson, diretor executivo do BT Group, grupo britânico de telecomunicações. "A legislação e a regulação têm que ser colocadas em dia", segundo ele.

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Randall Stephenson, presidente do grupo americano de telecomunicações AT&T, lembrou que o debate começou após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, quando a segurança se transformou em uma exigência absoluta. Contudo, segundo ele, agora é necessário "um equilíbrio".

"Acredito que o cliente tem muito a dizer quanto ao lado para o qual esta balança se inclina", declarou. Patterson disse que não acredita ser possível respeitar a privacidade 100%, já que é necessário um mínimo de vigilância para combater a criminalidade. Segundo Mayer, as autoridades dos Estados Unidos já dão alguma informação à Yahoo! sobre o destino dos dados que coletam, mas é necessário que essa política se amplie à poderosa NSC.

O diretor da Cisco pediu normas "com as quais todo o mundo possa viver, em especial em países aliados", referindo-se de forma velada às alegações de que os Estados Unidos espionaram as comunicações de líderes aliados como a chanceler alemã, Angela Merkel, ou a presidente brasileira, Dilma Rousseff. Em outro debate no Fórum Econômico Mundial, o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, denunciou "um falso debate sobre segurança e proteção dos cidadãos".

"Não se pode ter uma vigilância em massa, é simplesmente uma violação da legislação internacional", considerou. Na mesma linha, o senador democrata por Vermont Patrick J. Leahy disse que "a coleta em massa de dados de telefones celulares tem que parar".

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