Arrecadação de tributos chega ao recorde de R$ 1,1 trilhão em 2013

Os gastos do governo, no entanto, cresceram em ritmo ainda maior para manter a máquina pública

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postado em 23/01/2014 08:53

Deco Bancillon

Um dos cinco pactos lançados pela presidente Dilma Rousseff em junho do ano passado, o ajuste fiscal será feito às custas do bolso do contribuinte. Sem conseguir diminuir a gastança de dinheiro público, o governo teve de recorrer à Receita Federal para cumprir a meta de economizar uma parcela dos recursos públicos para pagar os juros da dívida, e, com isso, fazer o chamado superavit primário. Em 2013, o Leão abocanhou nada menos que R$ 1,1 trilhão em impostos e contribuições federais, volume mais de 4% superior ao do ano precedente, já descontada a inflação do período. Só em dezembro, a arrecadação chegou a R$ 118,3 bilhões. Ambos os números foram os maiores já registrados pelo governo desde 1995.

O mercado não esperava um resultado tão forte. A consultoria Tendências estimava que a arrecadação de dezembro alcançasse R$ 100,4 bilhões. “Foi um número realmente surpreendente”, disse um analista, que pediu anonimato. Para o especialista em contabilidade pública Raul Velloso, o governo deve recorrer cada vez mais às arrecadações recordes para compensar a falta de disposição para cortar despesas públicas. “Num ano eleitoral, reduzir gastos é suicídio político. Então, para conseguir cumprir as metas fiscais, o Executivo vai atacar o que consegue, que é justamente estimular a arrecadação”, disse.

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