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Produtores mundiais de platina entram em greve na África do Sul

Os funcionários reivindicam aumento salarial. A greve ocorre dois anos após uma sangrenta paralisação que atingiu durante o setor

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postado em 23/01/2014 12:21 / atualizado em 23/01/2014 12:40

France Presse

Rustenburg - Os três maiores produtores mundiais de platina se encontravam afetados nesta quinta-feira (23/1) por uma greve de mineiros sul-africanos que reclamam altas salariais, dois anos depois de uma sangrenta paralisação que atingiu durante o setor.

O sindicato radical Amcu, majoritário nas minas de platina - que fornecem 70% da produção mundial - pede um salário de 12.500 rands (US$ 1.100) mensais, quase o triplo do nível atual, algo que os diretores classificam de "irrealista". Os três grupos afetados são a Anglo American Platinum (Amplats), o Impala Platinum (Implats) e a Lonmin, respectivamente números um, dois e três do setor no mundo. A greve atinge mais de 80 mil pessoas, e vai durar, segundo o sindicato, o tempo necessário para que os patrões deem uma resposta. Este movimento acontece quase dois anos depois das violentas greves de mineiros, marcadas por confrontos com a polícia e também entre os próprios grevistas e sindicatos.

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Na ocasião, na mina de Marikana, explorada pelo grupo britânico Lonmin, a polícia disparou contra grevistas armados, matando 34 deles em agosto de 2012. A indústria mineradora e as atividades derivadas representam cerca de 20% do PIB sul-africano. Esse setor assegura 40% das exportações do país e é uma fonte crucial de rendas para a África do Sul.

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