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Banco Central revela temor com inflação "acima daquela que se antecipava"

Ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central destaca preocupação com alta dos preços. Mercado vê juros de 11,25% em abril, acima do patamar do início do governo Dilma

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postado em 24/01/2014 06:00 / atualizado em 24/01/2014 09:32

Deco Bancillon

Leo Pinheiro/Valor - 14/12/11


O Banco Central (BC), enfim, subiu o tom com a escalada dos preços. Indicou ontem estar em alerta máximo com o comportamento perigoso da inflação. Para a autoridade monetária, a carestia tem mostrado “resistência” e, a despeito de todo o esforço feito até agora para colocar freio à disparada dos índices, o que inclui a elevação das doses de juros, o custo de vida ainda não deu sinais claros de arrefecimento. “(A inflação) tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava”, reconheceu o BC na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu há uma semana, e resultou na sétima alta consecutiva da Selic desde abril de 2013, para 10,5% ao ano.

O documento, divulgado ontem, traz avaliações mais duras do que as de costume para a inflação, ao mencionar que, em todos os cenários trabalhados pelo BC (chamados de referência e de mercado), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar acima do centro da meta perseguida pelo governo, de 4,5%, tanto neste ano quanto em 2015.
A ata lembrou também que, desde novembro, quando foi realizada a última reunião do Copom de 2013, as previsões para a inflação vêm subindo em ambos os cenários, sem especificar em que dimensão. Não por acaso, o BC avisou que, “em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante”. O trecho é seguido da menção à necessidade de “continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias”. Em bom português, mais juros.

“O que está claro é que a inflação ainda enseja preocupação, então o que me parece razoável é que o Copom decidiu jogar para frente a decisão de reduzir o ritmo de ajuste na Selic”, disse o economista-chefe da
SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Nas contas dele, o BC deve promover mais uma elevação de 0,5 ponto percentual na taxa básica, em fevereiro, e uma última, de 0,25 ponto, em abril.

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