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Em Davos, Dilma defende que "emergentes" não perderam dinamismo

O discurso da presidente foi voltado para um detalhamento sobre programas sociais realizados em todas as esferas de governo

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postado em 24/01/2014 12:00 / atualizado em 24/01/2014 12:49

Eric Piermont/AFP

A presidente Dilma Rousseff deu um recado de otimismo aos empresários aos empresários presentes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a fim de atrair investidores ao país. No discurso, nesta sexta-feira (24/1) Dilma focou os avanços do país na área social desde 2003, com a inclusão de mais de 40 milhões de brasileiros para classe média.

Ela rebateu as críticas dos especialistas de que o governo é leniente com a inflação e com o aumento dos gastos públicos. "Quero enfatizar que não transigimos com a inflação. Responsabilidade fiscal é um princípio basilar da nossa nação", disse Dilma nesta sexta-feira em um painel apresentado pelo presidente e fundador do Fórum, Klaus Schwab. Foi a primeira vez que ela participou do evento organizado pelos maiores empresários do mundo.

O discurso da presidente foi voltado para um detalhamento sobre programas sociais realizados em todas as esferas de governo. Segundo ela, 36 milhões de brasileiros já saíram da extrema pobreza e 42 milhões ascenderam à classe média, que passou de 37% para mais da metade da população. Falou também sobre recursos investidos em leilões de rodovias, concessões de aeroportos, o marco regulatório dos portos, entre outros.

Dilma afirmou que passados cinco anos da grande crise econômica que abalou vários países, é imprescindível resgatar o horizonte de médio e longo prazo nas avaliações para dar suporte as ações das diferentes economias, que já dão claros sinais de recuperação. A presidente ressaltou que os países emergentes, como o Brasil, não devem perdem o dinamismo diante do atual cenário econômico, mas sim sendo estratégicos. Para ela, o sistema financeiro do país é sólido "com elevado capital e liquidez".

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A governante também fez questão de tranquilizar o mercado e, principalmente, os investidores ao reiterar o compromisso do governo sobre “o respeito aos contratos juntamente com um ambiente atrativo para os investidores” ao anunciar a continuidade das concessões em infraestrutura, energia e petróleo e gás.

Dilma mencionou as manifestações de junho de 2013 como
O controle econômico brasileiro durante a crise só foi possível, segundo Dilma, porque aos governantes, empresários e trabalhadores colocou-se o desafio de evitar o pior e restituir o caminho da prosperidade. "O Brasil tem um dos menores endividamentos públicos do mundo", ressaltou.

As manifestações que, em junho do ano passado, abalaram a popularidade da presidente também foram lembradas como "parte indissociável da construção da economia". "Meu governo não reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Não pediu para voltar atrás, pediu sim o avanço para o futuro. Sabemos que democracia gera o desejo de mais democracia".

A expectativa da presidente é que o país se saia ainda melhor na crise internacional. “O Brasil é hoje uma das melhores fronteiras de negócio, sempre receberemos investimentos externos. O Brasil quer investimento privado nacional e externo”, justificou.

Ao convidar os empresários a visitarem o país para ver os jogos da “Copa das Copas” e das Olimpíadas em 2016, ela ignorou as observações sobre os atrasos nas obras de estádios e também dos aeroportos e em mobilidade urbana. “Estamos preparados para a Copa”, disse. “Estamos de braços abertos a receber os visitantes de Norte a Sul e de Leste a Oeste do meu país”, completou.

Com informações de Rosana Hessel.

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