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Governo argentino volta atrás e compra de dólares por cidadãos é cancelada Segundo governo, imposto reduzido não valerá nos casos de aquisição de dólares destinados ao turismo e nas compras no cartão. Regras serão detalhadas hoje

Rosana Hessel

Publicação: 27/01/2014 09:29 Atualização:

O chefe de gabinete Jorge Capitanich (E) e o ministro da Economia, Axel Kicillof, estão à frente das medidas (Ricardo Ceppi/AFP)
O chefe de gabinete Jorge Capitanich (E) e o ministro da Economia, Axel Kicillof, estão à frente das medidas


As incertezas em relação à economia da Argentina se estendem às ações do governo do país, que são cheias de contradições e de idas e vindas. Depois de anunciar na sexta-feira (24/1) que voltaria a abrir o mercado de câmbio, fechado desde 2012, permitindo a compra de dólares pelos cidadãos a partir desta segunda-feira (27/1), a equipe econômica da presidente Cristina Kirchner voltou atrás mais uma vez.

Em entrevista ao jornal argentino Página 12, o ministro da Economia, Axel Kicillof, afirmou que a redução de 35% para 20% na sobretaxa para quem comprar a moeda norte-americana com a finalidade de fazer turismo e compras no cartão de crédito no exterior foi suspensa. Essa redução era uma das medidas anunciadas pelo chefe de gabinete da presidência argentina, Jorge Capitanich, com Kicillof e que valeriam a partir de hoje. O ministro informou ao diário que a abertura do mercado de câmbio será parcial e que a taxa de 20% valerá apenas nos casos de compra dólares para aplicações financeiras. Ele, contudo, não deu mais detalhes.

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A forte desvalorização do peso argentino fez com que o governo começasse a rever as barreiras impostas ao mercado de câmbio para segurar a inflação galopante, oficialmente na casa dos 26% a 27% ao ano, mas extraoficialmente entre 35% e 40%. Em meio às remarcações de produtos que tiveram início no fim de semana, Capitanich — que detalhará as medidas hoje — usou o Twitter para dizer que “o governo vai monitorar os preços para evitar abusos”.

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