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Desemprego na região metropolitana de SP atinge menor taxa em dez anos Só em dezembro último, a taxa passou de 9,4% para 9,3%

Agência Brasil

Publicação: 29/01/2014 17:28 Atualização:

Embora tenha ficado praticamente estável na comparação com 2012, a taxa de desemprego nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, no ano passado, foi a mais baixa desde 2004, ao passar de 10,9% para 10,4% da População Economicamente Ativa (PEA) , uma variação negativa de 0,2%. Só em dezembro último, a taxa passou de 9,4% para 9,3%.

O que levou a esse resultado foi mais a saída de concorrentes do mercado de trabalho do que a criação de novas vagas, segundo mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita em conjunto pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O saldo entre as demissões e as contrações no conjunto de municípios da região metropolitana de São Paulo indica a eliminação de 19 mil postos de trabalho, mas ao contrário de fazer subir o número de desempregados, houve recuo de 5,4%, passando de 1,192 milhão para 1,128 milhão, o que representa uma diminuição de 64 mil pessoas. Isso ocorreu devido à saída de 83 mil pessoas do grupo que está a procura de trabalho.

As razões para isso podem ser diversas, explica o economista Alexandre Loloian, coordenador da pesquisa pela Fundação Seade. Ele lembra que, quando circulam notícias de falta de vagas no mercado, as pessoas desistem de ir atrás de um emprego. Mas esse comportamento não ocorre apenas por desalento. O aumento da renda familiar também pode fazer com que membros da família não tenham mais necessidade de disputar vagas.

Segundo análise de Loloian, as ofertas de emprego foram prejudicadas pela concorrência de importados. A indústria fechou 62 mil postos de trabalho, com uma queda de 3,6% no nível de ocupação. Também houve a eliminação de 21 mil vagas nos serviços, com o índice negativo em 0,4%, além de 2 mil na construção (-0,3%).

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Esses cortes foram de certa forma compensados por oportunidades de contratação nos setores do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com alta de 3,8% e 65 mil novas ocupações. Em um dos segmentos dos serviços (transporte, armazenagem e correio) também ocorreu a expansão de 39 mil empregos, um aumento de 6,2%.

Ele apontou ainda que as condições dos trabalhadores no mercado mantiveram-se em evolução, com um aumento de 2,7% no número de assalariados com carteira assinada no setor privado. Ao mesmo tempo, caiu em 6,5% o total sem carteira . No entanto, os rendimentos médios caíram 0,5% para os ocupados, alcançando R$ 1.789; e 1,1% no caso dos assalariados, ficando em R$ 1.796,00.

Esse comportamento do mercado acabou pesando muito no desempenho registrado pela PED no conjunto da seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) , segundo apontou Ana Maria Belavenuto. A taxa de desemprego nesse grupo pesquisado atingiu 10,3%, ante 10,4% em 2012.

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