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Apagão deixa 6 milhões sem luz e ressuscita o risco de racionamento Falha no sistema de distribuição atinge pelo menos 11 estados e deixa 6 milhões de pessoas sem energia. Com escassez de chuvas e investimentos insuficientes, a possibilidade de faltar luz durante a Copa do Mundo é cada vez maior

Sílvio Ribas

Publicação: 05/02/2014 06:00 Atualização: 05/02/2014 08:30

Sem ar-condicionado no Planalto, a presidente Dilma discutiu os problemas energéticos no fresco do Alvorada (Breno Fortes/CB/D.A Press - 3/2/14)
Sem ar-condicionado no Planalto, a presidente Dilma discutiu os problemas energéticos no fresco do Alvorada

As elevadas temperaturas registradas em janeiro combinadas à maior estiagem para o mês em 60 anos expuseram ontem as graves deficiências do sistema elétrico nacional e ressuscitaram o pior pesadelo da presidente Dilma Rousseff: a possibilidade de o país anunciar um racionamento de energia no ano que ela tentará a reeleição. Apenas um dia depois de o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmar que o risco de desabastecimento de eletricidade no Brasil era “zero”, uma simples falha numa linha de transmissão que liga o Norte ao Sudeste provocou, no início da tarde de ontem, um apagão — o décimo do atual governo —, que deixou 6 milhões de pessoas sem luz em 11 estados das regiões Norte, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Na avaliação de especialistas, o modelo interligado, implantado por Dilma quando ela foi ministra de Minas de Energia, é frágil e está sofrendo com a falta de investimento adequado e de planejamento. Para eles, se a estiagem que assola o país continuar por mais dois meses, há o risco de a população conviver com sucessivos apagões, inclusive durante a Copa do Mundo. No entender dos analistas, ontem, houve um descompasso na distribuição das cargas entre o Norte e o Sul provocado pelo aumento do consumo. Desde 10 de janeiro, a demanda já bateu seis recordes, fruto do excesso de calor. O governo, no entanto, nega que o apagão tenha ocorrido por excesso de demanda.

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Se não chover em níveis adequados nas próximas semanas, e o consumo continuar crescente, nas horas mais quentes do dia poderá haver um colapso no Sistema Interligado Nacional (SIN). A exemplo da série de apagões de grandes proporções que vêm atingindo o país desde 2008, os especialistas enxergam crescente fragilidade do setor energético, já que projetos importantes, que ampliariam a oferta de energia, como a Usina de Belo Monte, estão atrasados por má execução. O Plano Decenal de Energia, do próprio governo, prevê a necessidade de investimento médio anual de R$ 26 bilhões até 2022, mas esse valor tem ficado entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões por ano.

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Jose Henrique Vilela
Ao contrário do que dizem autoridades, o apagão tem relação sim com o consumo alto de energia. Uma das linhas saiu por sobrecarga. Isso significa carga elétrica alta. | Denuncie |

Autor: Paulo Nascimento
Não tenham dúvidas que vamos ter sérios problemas se não investirem em energia alternativa, como eólica e fotovoltaica e também exigir aquecedores solar e lâmpadas econômicas. No caso dos apagões a única solução é investir em equipamentos do tipo Powerdam, etc. | Denuncie |

Autor: tho ffer
Uééé! me lembro muito bem que a presidenta bradou ferozmente na TV que na nova gestão, "apagão nunca mais", pois era fruto dos governos anteriores, todos eles incompetentes. E agora? A desculpa será qual? | Denuncie |

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