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Banco Central Europeu mantém principal taxa de juros inalterada Mario Draghi, presidente da instituição, descarta, no momento, um risco de deflação na zona do euro, sinônimo da queda dos preços, salários e desaceleração da economia

France Presse

Publicação: 06/02/2014 16:41 Atualização:

O Banco Central Europeu (BCE) manteve nesta quinta-feira (6/2) sua principal taxa de juros inalterada (0,25%), assim como outras medidas de apoio à economia da zona do euro, apostando na recuperação mais do que na fragilidade preocupante da inflação.

O presidente da instituição, Mario Draghi, descarta, no momento, um risco de deflação na zona do euro, sinônimo da queda dos preços, salários e desaceleração da economia.

"Não há deflação na zona do euro", disse na coletiva de imprensa mensal no final da reunião sobre política monetária para justificar a manutenção das taxas de juro atuais em um nível historicamente baixo, vigente desde novembro.

Contudo, o BCE está consciente de que "o fato de ter uma inflação baixa durante um período prolongado constitui um risco em si", dando a entender que, caso a situação se deteriore, seriam tomadas medidas.

"Uma inflação baixa prolongada é um risco para a recuperação, para o nível da dívida (pública) em termos reais. Sim, estamos em alerta sobre esses riscos e preparados para atuar", disse. A inflação na zona do euro se elevou a 0,7% em janeiro.

O BCE apresentará suas previsões de crescimento e da inflação para 2014, 2015 e 2016 em março, em um fato sem precedentes já que até agora se limitava às projeções para dois anos. Talvez então seja o momento propício para adotar novas medidas, considera Jonathan Loynes, economista chefe para a Europa da Capital Economics.

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Para Carsten Brzeski, da ING, se a previsão de inflação para 2016 for inferior a 1,3% prevista para 2015, "a porta estará claramente aberta para uma nova ação".

A esperança superou o medo


No momento, Draghi considera que o BCE fez seu trabalho reduzindo as taxas de juros em 0,25% em novembro e precisa de tempo para analisar os efeitos desta medida nos mercados e na economia.

O presidente do banco central não anunciou nenhuma das medidas que os mercados esperavam para fomentar o crédito às empresas e particulares para apoiar investidores e o crescimento, como um novo empréstimo a longo prazo aos bancos ou compras de ativos bancários ligados aos empréstimos, mas todos os instrumentos autorizados pelos tratados "são elegíveis", lembrou.

Todas estas medidas estão em estudo, embora Draghi tenha dito que é necessário esperar devido à complexidade da situação e à necessidade de mais informação.

Este imobilismo está, sem dúvida, ligado aos indicadores publicados em janeiro que mostram que "o crescimento da zona do euro melhora progressivamente", disse Howard Archer, economista chefe para a Europa da IHS.

Carsten Brzeski destacou que no discurso de abertura que fez na coletiva de imprensa, Draghi "se referiu, pela primeira vez em muito tempo, à recuperação antes da inflação".

"Para nós é a melhor das explicações sobre a inação do BCE hoje. Pelo menos hoje, a esperança de crescimento venceu o medo da deflação", justificou.

Uma conclusão a qual os mercados também chegaram. As principais bolsas europeias fecharam com consideráveis altas.

Draghi também se mostrou mais otimista quanto ao crédito. Segundo ele, o que impede os bancos de emprestar atualmente é a perspectiva do exame ao qual serão submetidos no marco da criação da união bancária.

Está claro que "o nível de crédito é inferior ao que seria se não fosse pela AQR", acrônimo para designar este exame exaustivo, que o BCE realiza este ano. Contudo, a médio prazo, o processo "será positivo para o crédito já que vai aumentar a confiança no sistema bancário", acrescentou.

Quanto a tormenta atravessada pelos países emergentes, a zona do euro mostrou uma "boa resistência" no momento, disse.

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