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Inflação desacelera, mas analistas avisam que juros irão subir PCA tem alta de 0,55% em janeiro, ante 0,92% no mês anterior, e anima o governo. No entanto, o BC está convencido de que é preciso elevar um pouco mais a taxa Selic para reverter a disseminação dos reajustes: 71,6% dos produtos e serviços apontam aumento

Victor Martins

Publicação: 08/02/2014 08:00 Atualização: 07/02/2014 23:01

Carregar a marca nada abonadora de juros mais elevados do mundo não tem sido suficiente para o Brasil barrar a inflação. A expectativa dos analistas é de que em setembro, véspera das eleições, a carestia chegue ao limite de tolerância (ao redor de 6,5%) e, ao fim de 2014, termine em nível incômodo ao bolso do brasileiro e superior aos 5,91% do ano passado. Janeiro, no entanto, começou bem, ao menos na avaliação da equipe econômica. A alta de 0,55% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada ontem, foi motivo de alívio, principalmente porque, em 12 meses, cedeu para 5,59%. A comemoração, porém, ocorreu com parcimônia. E não foi à toa. O índice de difusão, que mostra a quantidade de produtos e serviços com aumentos no mês passado, continuou elevado e é motivo de preocupação: passou de 69,3%, em dezembro, para 71,6%. Ou seja, os reajustes estão disseminados.

Entre os economistas do governo, a avaliação é de que a desaceleração do IPCA, que havia cravado 0,92% em dezembro, é importante para melhorar as expectativas e incentivar os consumidores a comprarem mais, sobretudo bens duráveis e semiduráveis. “Foi uma surpresa positiva a inflação ter ficado abaixo das projeções de mercado, de 0,60%, em média. Isso reduz a desconfiança e deve ter impacto benigno nas projeções para o ano”, disse um integrante da equipe econômica. Ele observou que os preços livres, aqueles que não são administrados pelo poder público e sofrem interferência direta das taxas de juros, também se “comportaram melhor”, ao apresentaram elevação de 0,6%, metade do registrado em janeiro de 2012.

Os especialistas do mercado estão mais céticos. “O resultado da inflação de janeiro é o menor para o mês desde 2009, mas não significa que o problema está resolvido”, alertou Pedro Raffy Vartanian, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O quadro eleitoral, os reajustes no preço da gasolina e de outros preços administrados que foram represados em 2013 impactarão a inflação de 2014”, projetou. Mauro Schneider, economista-chefe do CGD Securities, endossa essa visão.

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