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Biscoito, refrigerante, picolé: miudezas sofrem reajustes que chegam a 150% Supérfluos ou não, os produtos mais baratos vão parar no carrinho com facilidade

Diego Amorim

Publicação: 08/02/2014 07:08 Atualização:


Vendedor de doces há 39 anos, Paulo Nascimento diz que ninguém nunca perguntou o preço do chiclete (Monique Renne/CB/D.A Press - 5/2/14)
Vendedor de doces há 39 anos, Paulo Nascimento diz que ninguém nunca perguntou o preço do chiclete


De centavo em centavo, a inflação silenciosa das miudezas contamina o orçamento das famílias e ajuda a estrangular o poder de compra dos brasileiros. Quase sempre imperceptíveis, os aumentos de preço de balinhas, picolés, biscoitos, refrigerantes, cafezinhos e outros itens pagos sem esforço no dia a dia chegaram a alcançar variações de 150% nos últimos dois anos, mais de 12 vezes o índice oficial do período e cinco vezes a do tomate, o último dos vilões.

Supérfluos ou não, os produtos mais baratos vão parar no carrinho com facilidade. Embora os reajustes sejam estrondosos, o valor absoluto deles continua sendo considerado baixo, o que faz os consumidores desmerecerem a carestia. É aí, alertam educadores financeiros, que mora o perigo. “Funciona como uma goteira que esvazia a caixa d’água sem estourar o cano e sem que a pessoa perceba”, compara o consultor de finanças pessoais Mauro Calil.

Nas planilhas dos lares brasileiros, as miudezas costumam aparecer entre os cinco principais grupos de despesas. Quando colocado no papel, o peso dos frequentes gastos de até R$ 10 surpreende. Os aumentos podem até passar despercebidos, mas provocam um impacto significativo no orçamento do mês e do ano. Mesmo que a diferença de alguns centavos ou reais não chame tanta atenção, é ela que, traiçoeiramente, corrói as contas domésticas.

Quando um cafezinho pula de R$ 2 para R$ 2,50 no balcão da padaria, pouca gente nota o salto de 25%. “Já um aumento salarial do mesmo tamanho seria comemorado com euforia”, provoca Calil, para quem a cultura do “eu me permito e eu mereço” leva muitos brasileiros a se enrolarem financeiramente. “A indústria da autoajuda prega que esses pequenos gastos desenfreados sirvam como recompensas ao esforço diário. Será? É esse o troféu que as pessoas procuram?”, insiste ele.

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Roni Vedovo
A população não aprendeu ainda a boicotar esses produtos supérfluos e caros. | Denuncie |

Autor: João Batista Martins
Bobinhos! Basta, não comprar. | Denuncie |

Autor: GILMAR PEREIRA
e clara e o Brasileiro não faz questão compra tudo tem o preconceito do miserável .miserável e quem não tem nada esta na miséria que não pode comprar NÃO E QUEM DEIXA DE COMPRAR . | Denuncie |

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