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Gargalos logísticos e burocracia estatal travam o PIB, diz estudo A avaliação de que o país precisa destravar os gargalos logísticos para conseguir buscar taxas maiores do PIB

Deco Bancillon

Publicação: 13/02/2014 00:00 Atualização: 13/02/2014 15:49

No momento em que o mundo vislumbra a saída da maior crise econômica desde 1920, o Brasil ainda está preso a problemas do passado, como infraestrutura deficiente e excesso de burocracia estatal. A avaliação de que o país precisa destravar os gargalos logísticos para conseguir buscar taxas maiores do Produto Interno Bruto (PIB) é a conclusão de um estudo divulgado ontem pela dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, que tem investimentos de US$ 5 bilhões no país.

Para a empresa, a falta de competitividade dos portos brasileiros é o principal motivo para a baixa utilização do transporte marítimo de cargas no país. Se bem aproveitado, diz o estudo, o modal marítimo poderia gerar redução nos custos ao exportador e, consequentemente, uma maior participação do Brasil no comércio internacional. “Custa duas vezes mais deslocar um contêiner de Campinas para o porto de Santos, de caminhão, do que mandar o mesmo container de Santos para Cingapura, que é do outro lado do mundo”, disse o diretor comercial da Maersk, Mario Veraldo.

O relatório aponta que são gastos todos os anos US$ 16,6 bilhões na reconstrução, restauração e manutenção de um quarto das estradas pavimentadas do país. A conta cresce à medida que se inclui como despesas do Estado os gastos com atendimentos médicos a acidentados no trânsito. “O segundo maior custo médico do Brasil está relacionado a acidentes rodoviários, totalizando um valor estimado de US$ 3,7 bilhões por ano”, aponta o relatório.

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Por fim, o estudo questiona por que Santos, o maior porto do Brasil, é apenas o 42º maior do mundo. A solução para esse problema, diz o relatório, foi dada pelos principais empresários do setor, que apontaram a simplificação da burocracia estatal e a adoção de padrões internacionais nos portos como as medidas de fácil implementação que poderiam, em um curto espaço de tempo, aumentar a utilização do transporte marítimo no país.

“O que deveria definir o modal usado é a distância no transporte da carga”, disse a diretora comercial da empresa, Luiza Bublitz. “As carretas são melhores para pequenas distâncias, de até 400 km. As ferrovias são mais indicadas para médias distâncias, entre 400 km e 1,5 mil km. Acima disso, a cabotagem é mais eficiente”, ela contou. Luiza lembrou que mesmo sendo um país continental, no Brasil é predomina o transporte rodoviário. “Temos quase 8 mil km de extensão, mas mesmo assim 61% de toda carga transportada ainda é via estradas.”

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