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No limite, sistema elétrico brasileiro tem trabalho com 1% de folga

Os padrões técnicos recomendam que, mesmo nos picos de consumo, o sistema opere com folga de 5%

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postado em 13/02/2014 06:01 / atualizado em 13/02/2014 08:54

Sílvio Ribas

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 5/2/14
O sistema elétrico brasileiro voltou a mostrar ontem que está no limite, elevando os custos da energia e reforçando os riscos ao abastecimento. Uma das provas mais claras desse desequilíbrio estrutural está na disponibilidade efetiva de eletricidade em comparação à atual demanda. Os padrões técnicos recomendam que, mesmo nos picos de consumo, o sistema opere com folga de 5% sobre a carga máxima. Essa margem de segurança, chamada de reserva girante, ficou abaixo de 1% nos dias 29 e 30 de janeiro.

Entre os que vêm alertando o governo sobre a baixa confiabilidade na manobra do sistema, está o engenheiro Mário Veiga, considerado um conselheiro informal da presidente Dilma Rousseff no setor. Contrariando a garantia dada nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de que não há ameaça de cortes no fornecimento, o especialista vê risco de 17,5% de racionamento neste ano. É mais do que o triplo dos 5% considerados aceitáveis pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Para ele, as deficiências de abastecimento são alarmantes e apontam para blecautes em série.

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“Não é possível ficar tranquilo em um cenário desses. É uma pena que o diálogo não tenha prevalecido antes para evitar todo esse estresse”, afirmou Walter Fróes, presidente da CMU. Segundo ele, há informações de que o desequilíbrio de oferta e demanda entre a região Norte, com reservatórios de hidrelétricas em melhor nível, e o Sul e o Sudeste, com elevada demanda e geração comprometida, elevou os riscos operacionais. “A linha que caiu e provocou o apagão de terça-feira estava sobrecarregada, transportando 115% da capacidade”, ilustrou.

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