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Chance de rebaixamento de nota de crédito do Brasil é de "uma em três" Dilma avalia o tamanho da meta fiscal, mas agência de risco Standard & Poor's afirma que a chance de rebaixamento da nota do país é de um terço

Rosana Hessel

Publicação: 18/02/2014 06:02 Atualização: 18/02/2014 08:49


Mantega e Miriam discutem escolha dos alvos do contingenciamento (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 29/8/13)
Mantega e Miriam discutem escolha dos alvos do contingenciamento


A chance de a nota de crédito do Brasil ser rebaixada é agora de “pelo menos uma em três”, alertou relatório da agência de risco Standard & Poor’s, divulgado ontem. “Muitas de nossas perspectivas negativas também refletem nossa visão de que existe pelo menos uma probabilidade em três de que o aumento da dívida do governo pese e corroa a estabilidade macroeconômica, podendo levar a um rebaixamento da nota do país”, afirmou o texto. A nota brasileira atual é BBB, que indica capacidade para honrar compromissos financeiros, mas sujeita a condições econômicas adversas. Em junho último, a S&P colocou a nota do país em perspectiva negativa, quando há probabilidade de ser rebaixada.

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 São avaliações como essa que estão tornando ainda mais tensa a tarefa do governo de apresentar o corte no Orçamento de 2014. A contagem regressiva para o anúncio começou, e a data limite para a divulgação do decreto com o contingenciamento é a próxima quinta-feira. A dificuldade para se chegar a um consenso sobre o valor é grande e a dúvida é se o tamanho será só cosmético ou vai realmente sinalizar austeridade maior nas contas públicas.

Para especialistas, o espaço atual de corte é de R$ 25 bilhões a R$ 35 bilhões, mas o resgate da confiança no governo exige ajuste bem maior, de R$ 45 bilhões a R$ 60 bilhões. Poucos apostam nessa segunda escolha, em pleno ano eleitoral. A presidente Dilma Rousseff está debruçada sobre os números há dias. Assim que chegou de Governador Valadares (MG), chamou integrantes da Junta Orçamentária para discutir o tema, às 16h de ontem. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), além do secretário do Tesouro, Arno Augustin, estavam reunidos no Palácio do Planalto desde às 11h e continuaram a conversa com ela noite a dentro.

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