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Para Guido Mantega, é um equívoco classificar o Brasil como frágil

Para o ministro, a economia brasileira está "sólida e preparada" par ao novo ciclo de expansão da economia mundial

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postado em 18/02/2014 13:07 / atualizado em 18/02/2014 13:12

Rosana Hessel

Agência Brasil/Divulgação


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que a economia está “sólida e preparada” para esse novo ciclo de expansão da economia mundial no qual as economias desenvolvidas apresentam recuperação da crise financeira estourada em 2008. Ele criticou a inclusão do Brasil na lista dos países emergentes frágeis a esse novo momento da economia global. “É um equívoco”, afirmou o ministro durante a divulgação do nono balanço do segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

“O país é uma das economias mais preparadas para essa transição. Os países que tem mais reserva estão bem posicionados e temos o quinto maior volume”, disse ele citando os US$ 376 bilhões do estoque nacional de moeda estrangeira e a dívida externa de curto prazo, que é de apenas 7% do valor das reservas.

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O chefe da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff fez questão de afirmar que investimento será a prioridade neste ano e que, além do PAC, as concessões em infraestrutura serão importantes para que o investimento continue crescendo no país a fim de garantir maior crescimento da economia. Em sua apresentação sobre o cenário macroeconômico, ele citou que o “mundo estará mais azul” neste ano com países com uma expansão de mais de 2% este ano, incluindo o Brasil. Ao ser questionado pelo Correio de que o mercado não vê o mundo tão azul assim já que as previsões do Produto Interno Bruto (PIB) do país estão abaixo de 2% e cada vez mais perto de 1,5%, Mantega se esquivou: “Não sou eu que pintei o mundo de azul, foi o FMI (Fundo Monetário Internacional).”

Mantega e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, evitaram falar sobre o contingenciamento no Orçamento de 2014 e se ele afetará os investimentos do PAC. No entanto, o ministro da Fazenda garantiu que “todos os programas sociais serão mantidos e continuarão sendo implantados”.

Energia

Em relação à questão da energia e se o consumidor vai ter acréscimo na conta do uso contínuo das usinas térmicas, o ministro Mantega disse que não há definições sobre o repasse do custo. No Orçamento deste ano, estão previstos R$ 9 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mas a conta já tem um deficit de quase R$ 6 bilhões sem contar o custo adicional com as térmicas.

“Ainda não temos definições porque não sabemos qual será o quadro. De qualquer forma temos um recurso no orçamento disponível para os gastos de 2014. Se vamos ou não vamos colocar mais recursos e isso vai ser repassado para a tarifa não está definido. Isso só será definido quando a situação for mais clara sobre as chuvas”, afirmou.

Enquanto isso, o governo busca alternativas para ampliar o fornecimento de energia. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, adiantou que o governo pretende reativar uma usina térmica a gás da AES Brasil, em Uruguaiana (RS), por dois meses, entre março e abril. “Estamos estudando o contrato de fornecimento de gás com a Petrobras”, disse ele. A usina tem capacidade para mais de 600 MegaWatts e a expectativa é que usem 250 MW.

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