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Preço do petróleo sobe e fica em US$ 102,43 o barril em Nova York Fluxos de produção na Líbia se mantêm abaixo dos 400 mil barris diários" por causa de movimentos de protesto que afetam a extração e o envio do cru

France Presse

Publicação: 18/02/2014 19:33 Atualização:

Nova York - O petróleo disparou em Nova York, atingindo seu nível mais alto em quatro meses nesta terça-feira (18/2), estimulado por tensões geopolíticas em vários países produtores de cru, por um inverno rigoroso nos Estados Unidos e pela antecipação de uma nova queda das reservas em Cushing.

O barril do tipo "light sweet" (WTI) para entrega em março subiu 2,13 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex), terminando a 102,43 dólares, um nível que não alcançava desde 10 de outubro de 2013.

Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em abril terminou a 110,46 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), em alta de 1,28 dólar em relação ao fechamento de segunda, seu patamar mais alto desde o início do ano.

O mercado espera o anúncio, na quinta-feira, de uma nova queda das reservas de cru em Cushing (Oklahoma), onde se armazena o petróleo que serve de referência ao WTI, segundo o analista independente Andy Lipow. Essa queda seria consequência direta da ativação, no final de janeiro, de um trecho do oleoduto Keystone que liga essa cidade às refinarias do Golfo do México.

Os preços do WTI também se beneficiaram do ressurgimento de "bolsões de tensão geopolítica", destacou Matt Smith, da publicação The Daily Distillation.

"Os fluxos de produção na Líbia se mantêm abaixo dos 400 mil barris diários" por causa de movimentos de protesto que afetam a extração e o envio do cru, e pela "violência na Nigéria que se propaga para o Níger e para Camarões", completou.

"O Sudão do Sul se somou à lista de preocupações atuais", acrescentou Tim Evans, do Citi.

Nesta terça, os rebeldes lançaram uma vasta ofensiva para recuperar a cidade estratégica de Malakal, capital do estado petrolífero do Alto Nilo (nordeste), pondo fim a um cessar-fogo arduamente alcançado no fim de janeiro.

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Desse lado do Atlântico, a violência na Venezuela, importante comprador de produtos refinados dos Estados Unidos, também contribuiu para o encarecimento do WTI, segundo Carl Larry de Oil Outlooks and Opinion.

Além disso, "a persistência do tempo frio nos Estados Unidos sustenta a demanda" de produtos, ressaltou Andy Lipow. "Apesar das nevadas e do início do período de manutenção, as refinarias continuam funcionando a um ritmo elevado para esta época do ano", acrescentou.

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