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Distribuidoras de energia precisariam de R$ 24,5 bi para cobrir despesas

Valor reservado no orçamento até então é insuficiente e a Aneel já propôs um reajuste médio de 4,6% na conta do contribuinte; para cobrir o buraco, reajuste teria que ser de 24%

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postado em 21/02/2014 06:00

Rosana Hessel

Elza Fiuza/Agência Brasil - 14/2/14

 

O governo vai esperar até abril para definir como cobrirá o custo extra para garantir o abastecimento elétrico no país, com acionamento de usinas térmicas, em compensação ao baixo nível dos reservatório das hidrelétricas. Após anunciar ontem as metas fiscais para 2014, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que, por enquanto, está mantida a previsão de aporte de R$ 9 bilhões este ano para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial usado para pagar a conta das térmicas.

O valor reservado no Orçamento, no entanto, é insuficiente, e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já propôs um reajuste médio de 4,6% nas contas de luz para cobrir R$ 5,6 bilhões em novas despesas da CDE. Sem considerar os rombos do ano passado, Mário Veiga, presidente da consultoria PSR, calcula que o Tesouro teria que repassar este ano R$ 24,5 bilhões às distribuidoras, bem acima dos R$ 18 bilhões estimados inicialmente pelo mercado. Caso contrário, seria preciso aplicar aumento de 24% nas tarifas.

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Considerado um dos consultores informais da presidente Dilma Rousseff para o setor elétrico, Veiga acredita que o risco de racionamento no país está em 18,5%. O índice, considerado elevado, indica um risco de deixar mais de 4% da demanda por energia descoberta, ou 12 milhões de residências sem luz. Segundo ele, o problema não decorre da estiagem nem do excesso dedemanda, mas de atrasos em obras de usinas e linhas de transmissão.

Dividido entre o “tarifaço”, que quer evitar em período eleitoral, e a necessidade de contingenciar despesas orçamentárias, a equipe econômica torce para que as atuais chuvas, e, sobretudo, as esperadas para março, resultem em melhora satisfatória do nível dos reservatórios. “Estamos acompanhando diariamente a situação do setor elétrico. Não haverá definição a curto prazo”, afirmou Mantega.

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