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OCDE: fim dos estímulos monetários deve estimular emergentes a reformas A redução das compras mensais de ativos pelo Federal Reserve norte-americano e as expectativas de uma alta das taxas nos Estados Unidos estimulam investidores a se retirar de países emergentes

France Presse

Publicação: 21/02/2014 17:15 Atualização:

Sydney - O pânico de alguns países emergentes diante da redução do programa de estímulos monetários à economia norte-americana deve incitá-los a acelerar suas reformas econômicas, afirmou nesta sexta-feira (21/2) em Sidney o chefe da OCDE, Ángel Gurría.

A redução das compras mensais de ativos pelo Federal Reserve norte-americano (Fed) e as expectativas de uma alta das taxas nos Estados Unidos estimulam os investidores a se retirar de países emergentes como Argentina, Índia, Rússia, África do Sul ou Turquia, cujas moedas se fragilizaram severamente nesses últimos meses.

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Segundo o secretário geral da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a decisão do Fed era inevitável e os países emergentes deviam se preparar para ela há muito tempo.

"Não é o problema do fim das ajudas (do Fed), isso era previsível, inevitável e desejável, porque significa o retorno à normalidade", declarou Gurría na cidade australiana, onde será realizado a partir de sábado (22/2) uma cúpula do G-20.

"Quem são (os países) que mais sofrem? Os que têm maiores déficits correntes, os que tinham reformas pendentes" antes do anúncio pelo Fed da redução de sua política de flexibilidade monetária, explicou Gurría.

"Isso é um chamado a atuar (...), a acelerar as reformas" nos países emergentes, afirmou o chefe da OCDE.

O G20 realiza em Sidney sua primeira reunião do ano, a primeira com Janet Yellen, como nova presidente do Fed. Em julho de 2013, Yellen já tinha representado o Fed na reunião do G-20 em Moscou, em substituição ao então presidente Ben Bernanke.

 

Tesoureiro australiano Joe Hockey (direita) fala junto com o Secretário do Tesouro dos EUA Jack Lew, numa conferência de imprensa conjunta na reunião dos Ministros das Finanças do G20, em Sydney, 21 de fevereiro de 2014. (Jason Reed/Reuters)
Tesoureiro australiano Joe Hockey (direita) fala junto com o Secretário do Tesouro dos EUA Jack Lew, numa conferência de imprensa conjunta na reunião dos Ministros das Finanças do G20, em Sydney, 21 de fevereiro de 2014.
 

 

- Emergentes devem se preparar -

"Compreendo que um mundo normal seja um mundo sem quantitative easing (injeções de liquidez no sistema financeiro) e que os mercados emergentes deveriam se preparar para este mundo sem" injeções, disse o ministro indonésio das Finanças, Muhamad Chatib Basri.

"Contudo, acredito que quando passamos de um equilíbrio a outro é muito importante continuar nos comunicando para debater um caminho que permita preparar os países emergentes para isso", ponderou.

Na véspera da abertura oficial do G20, a delegação sul-africana também pediu, em uma mensagem, mais comunicação a respeito.

A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu aos países emergentes que vigiem suas economias, após algumas críticas aos Estados Unidos por ignorar os efeitos colaterais de sua política monetária.

Lagarde pediu aos Estados Unidos "não ir muito rápido e explicar" as novas medidas que adotará, durante uma sessão pública de perguntas e respostas para a televisão australiana ABC.

"Contudo, vocês também - afirmou Lagarde - , as economias emergentes, devem estar atentas a seus equilíbrios. Devem vigiar sua política orçamentária e monetária, devem pôr ordem (em suas finanças) para poder resistir à volatilidade que pode ser provocada pelo progressivo fim do programa de compras de títulos pelo Fed".

Por sua vez, o ministro britânico de Finanças, George Osborne, pediu que se deixe de acusar as políticas monetárias dos países ocidentais de serem as causadoras da fragilidade das divisas emergentes ou do volume dos déficits dos países emergentes.

Essa crítica "não é exata nem útil", disse Osborne em um discurso a empresários em Hong Kong, em uma escala em sua viagem a Sidney para a cúpula do G20.

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