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Serviços consumidos pela maioria da população ficam em média 20% mais caros

O preço das escolas particulares e planos de saúde são alguns exemplos do aumento, que supera de longe o custo de vida oficial

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postado em 24/02/2014 08:30

Simone Kafruni , Guilherme Araújo

Todos os anos é a mesma coisa: os impostos, as contas de energia e água, as mensalidades escolares, o plano de saúde e os seguros são reajustados acima da inflação divulgada pelo governo. Quem mais sente no bolso essa distorção é a classe média, que não entende como a taxa oficial pode estar em torno de 6% anuais, quando os itens que mais pesam no orçamento familiar aumentam de 20% a 30% a cada novo exercício.

Iano Andrade/CB/D.A Press

Hoje, a classe média é a maioria da população brasileira, e a enorme expansão desse público nos últimos anos pode ter sido uma das causas da inflação maior. Na avaliação do subsecretário de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros, o aumento de pessoas com capacidade de gastar mais criou uma demanda maior por produtos e serviços. E quando há mais procura, sem que haja aumento na oferta, a tendência é reajuste nos preços.

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“O sucesso da classe média, que cresce de forma acelerada, criou um boom na procura por serviços, como educação e saúde, e o ajuste para atender essa demanda tem sido muito mais lento”, explica Barros. Para ele, o governo entende como classe média o cidadão com renda per capita acima de R$ 1,5 mil. “É uma parcela de mais de 50% da população, que já tem condições de dar educação melhor para os filhos, cuidar melhor da saúde. A visão de que é apenas um bando de ávidos consumidores é muito míope. Queremos que sejam poupadores e investidores também”, ressalta.

Antes de economizar e investir, porém, a classe média precisa pagar as contas dos serviços que começou a utilizar. Um desafio cada vez mais difícil. Todos os anos, o servidor público Welinson Nunes Menezes, 34 anos, desdobra-se para garantir um bom estudo ao filho João Gabriel, 6. Para levar o menino à escola, contratou um transporte particular. O valor cobrado sobe a cada 12 meses. “Isso reflete diretamente no meu orçamento, porque não é só o transporte escolar que fica mais caro. Em 2012, a mensalidade do serviço custava R$ 110. Neste ano, subiu para R$ 130, alta de quase 20%”, reclama.

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