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Cai o percentual de famílias com empréstimo em atraso em fevereiro Constatação é parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quarta-feira (26/2) pela Confederação Nacional do Comércio (CNC)

Agência Brasil

Publicação: 26/02/2014 17:47 Atualização:

O número de famílias com empréstimos em atraso caiu em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2013. A constatação é parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com a economista da CNC Marianne Hanson, um dos fatores que favoreceram a melhoria é a taxa de emprego. “O que mais chamou atenção foi a queda no percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso, que apresentou o menor nível de nossa série histórica, que começou em janeiro de 2010. O fato de o mercado de trabalho estar aquecido ajuda a termos indicadores de inadimplência mais favoráveis”, disse a economista.

Em 2013, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso era 22,1%, índice que caiu para 19,7% em fevereiro. O índice de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas também caiu, de 7%, em fevereiro de 2013, para 5,9% em fevereiro deste ano.

“As famílias estão otimistas em relação à sua capacidade de pagamento, porque o perfil do endividamento está melhor. As famílias estão mais cautelosas em relação às suas dívidas.”

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“O percentual de famílias com contas em atraso caiu na comparação anual, mas teve uma leve alta entre janeiro e fevereiro. Isso se atribui a questão sazonal do início do ano, com os gastos extras que ocorrem no período.”

A economista lembrou que os primeiros meses do ano tendem a apresentar um pequeno descontrole nas contas, por gastos com matrícula em escola, lista de material escolar, Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial e Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).

Marianne Hanson disse que é vantagem para o consumidor trocar uma dívida com um juro mais alto por outra com percentual de juros mais baixo: “É vantagem, desde que não se continue aumentando o volume de dívida”. Segundo ela, a participação do cartão de crédito na dívida das famílias continua subindo. Outra modalidade que aparece na pesquisa é o cheque especial. “O cheque especial em fevereiro apareceu citado por 5,5% das famílias que têm dívidas. Não é uma das dívidas principais, mas é maior que o crédito consignado.”

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