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Taxas de juros ao consumidor voltam ao maior patamar em dois anos As taxas praticadas em todas as modalidades de crédito, incluindo pessoas físicas e jurídicas, subiram de 19,7% ao ano, em dezembro de 2013, para 20,7% em janeiro

Deco Bancillon

Publicação: 27/02/2014 10:50 Atualização: 27/02/2014 11:20

As taxas de juros praticadas no sistema financeiro subiram, em média, 1 ponto percentual em janeiro deste ano, conforme divulgou o Banco Central (BC), nesta quinta-feira (27/2). As taxas praticadas em todas as modalidades de crédito, incluindo pessoas físicas e jurídicas, subiram de 19,7% ao ano, em dezembro de 2013, para 20,7% em janeiro.

A alta foi maior aos consumidores, que já pagavam juros maiores do que as empresas. As taxas para pessoas físicas ampliaram-se 1,2 ponto em janeiro, passando de 25,6% ao ano para 26,8% ao ano. Este é o maior patamar da taxa desde dezembro de 2012, conforme série histórica do BC. As taxas para pessoas jurídicas também se ampliaram no mês, mas em patamar menos: 0,8 ponto.

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A elevação das taxas de juros decorrem da escalada da taxa Selic, que já subiu 3,5 pontos desde abril de 2013. Aquele foi o mês em que o Comitê de Política Monetária (Copom) deu início ao processo de elevação dos juros básicos, tirando a taxa da mínima histórica, 7,25%, para o patamar atual de 10,75% ao ano, decidido na noite de quarta-feira (26/2).

Uma elevação nos juros tende a tornar o crédito mais escasso e, por tabela, encarecer linhas de financiamento e empréstimo tanto para empresas quanto para consumidores. As oito elevações consecutivas na Selic podem, inclusive, ter levado a uma maior cautela dos bancos ao concederem crédito, em janeiro. As concessões despencaram em todas as comparações feitas pelo BC. A maior se deu na concessão de crédito para empresas, que recuou 27,6% entre dezembro e janeiro. No mesmo período, as concessões de crédito a consumidores caíram em ritmo três vezes menor do que para empresas, com retração de 9,2%. No mês, o estoque de crédito teve leve alta de 0,1%.

A inadimplência permaneceu inalterada em janeiro, no menor patamar histórico: 3%. Levando em conta apenas os atrasos das pessoas físicas, a taxa é de 4,4% das operações de crédito, também o menor valor da série histórica. O mesmo ocorre com a inadimplência das empresas, que se manteve em 1,8% em janeiro.

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