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América Latina impulsiona os lucros daespanhola Telefónica em 2013 No Brasil, as receitas subiram a 12,217 bilhões de euros, o que significou um aumento de 2,2% na comparação anual

France Presse

Publicação: 27/02/2014 19:04 Atualização:

A América Latina foi o motor do gigante espanhol das telecomunicações Telefónica em 2013, em que a operadora registrou lucro líquido em alta de 16,9% a 4,593 bilhões de euros. "A Telefónica América Latina se mantém mais uma vez como o motor de crescimento do grupo com vendas de 9,6% superiores em termos orgânicos de janeiro-dezembro de 2012", afirmou nesta quinta-feira a companhia espanhola em um comunicado.

Contudo, o faturamento anual do segundo grupo de telecomunicações europeu, depois da Vodafone, registrou uma queda de 8,5% a 57,061 bilhões de euros.

Da mesma forma, seu lucro antes dos juros, impostos, depreciações, amortizações (Ebitda) também se reduziram 10,01% em um ano a 19,077 bilhões de euros.

A companhia espanhola insistiu que o principal motor do crescimento em 2013 foi a América Latina, que aportou 51% das receitas do grupo com 29,193 bilhões de euros.

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Essas receitas "estão crescendo a um ritmo muito superior ao das receitas (+4%) que reflete a estratégia orientada a capturar e fidelizar os clientes de alto valor, e onde destaca a aceleração no crescimento na comparação anual no trimestre em Peru, Colômbia, México, América Central e Argentina", afirmou o grupo.

No Brasil, as receitas subiram a 12,217 bilhões de euros, o que significou um aumento de 2,2% na comparação anual.

Neste país, "os acessos de banda larga móvel aumentam 65% em relação ao fechamento de 2012, e representam 27% dos acessos móveis impulsionado pelo crescimento dos smartphones com plano de dados associados".

Os dados móveis estão se transformando em outro motor de crescimento do grupo espanhol, cuja receita por esse conceito subiu 9,3% em 2013.

"No negócio móvel vamos massificar o uso do 4G na Europa alcançando uma cobertura média superior a 50%, enquanto seguiremos liderando o mercado de dados móveis na América Latina com o lançamento progressivo do 4G", afirmou o presidente da Telefónica, César Alierta, citado no comunicado.

Sua filial argentina também registrou uma ampla alta na comparação anual de suas receitas de 23,2% a 3,681 bilhões de euros no passado ano.

Neste país, a Telefónica anunciou em dezembro que investiria 11,7 bilhões de pesos (1,860 bilhão de dólares) em 2014 e 2015.

As receitas também subiram na América Central e na Venezuela a 4,228 bilhões de euros, o que significa "crescimento interanual de 38,7%, após aumentar 45,5% na comparação anual na Venezuela e 7,6% na comparação anual na América Central".

Por outro lado, no México, a Telefónica registrou queda de 0,8% de suas receitas a 1,58 bilhão de euros.

Frente à América Latina, a Telefónica Europa reduziu em 1,1% seu aporte às receitas do grupo, situando-a em 47% do total, e o peso da Espanha, já significa "menos de 23%" das receitas, segundo a empresa.

"Entre nossos objetivos está continuar acelerando o crescimento das receitas (...) ao mesmo tempo em que vamos aumentar o investimento para nos antecipar ao crescimento da demanda derivada do uso cada vez mais intensivo dos serviços de dados, assim como da esperada recuperação da demanda em alguns de nossos principais mercados", afirmou Alierta.

A empresa, que se comprometeu em reduzir sua dívida abaixo dos 47 bilhões de euros registrou, no final de dezembro de 2013, uma dívida de 45,381 bilhões de euros e se comprometeu a reduzi-la abaixo dos 43 bilhões no final de 2014.

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