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Superavit primário do governo central cai 50,7% no comparativo com 2013 Economia feita em janeiro somou R$ 12,9 bilhões e ficou abaixo dos R$ 14,5 bilhões de dezembro passado

Rosana Hessel

Publicação: 28/02/2014 11:21 Atualização: 28/02/2014 13:16

O governo central começou o ano economizando menos. As contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência registraram um superavit primário de R$ 12,9 bilhões em janeiro. No entanto, essa economia pelo setor público realizada para o pagamento dos juros da dívida pública ficou 50,7% menor do que os R$ 26,3 bilhões computados no primeiro mês de 2013.

O resultado foi equivalente a 43% da meta para a meta do primário do governo central estabelecida para o quadrimestre, de R$ 28 bilhões, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (28/2) pelo Tesouro Nacional.O saldo das contas públicas também foi menor do que os R$ 14,5 bilhões de dezembro de 2013.

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O descompasso entre arrecadação e despesa continua avançando. Enquanto as receitas totais cresceram 6,6% em janeiro na comparação com o mesmo período de 2013, totalizando R$ 125,1 bilhões, as despesas consolidadas avançaram 19,5%, para R$ 90,1 bilhões, na mesma base de comparação. Somente os gastos de custeio da máquina tiveram um salto de 39,7%, para R$ 19,6 bilhões. Enquanto isso, os investimentos avançaram 15,5%, somando R$ 11,1 bilhões.

"Especificidades"

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, evitou avaliar o resultado fiscal de janeiro e alegou que houve "algumas especificidades entre receita e despesa", como a transferência de R$ 6,4 bilhões a mais para estados e municípios por conta da Lei Kandir.

Para ele, o aumento das despesas em janeiro “não significam uma tendência”, apesar de o mercado ter se frustrado com o superavit ter sido menor do que os R$ 19 bilhões esperados. “Os fundamentos do Brasil criam uma expectativa estável. O que a gente está enxergando, mas todo o nosso trabalho demonstra que estamos trabalhado com uma perspectiva positiva”, disse ele, em entrevista coletiva nesta manhã.

Para minimizar o efeito negativo do resultado fiscal de janeiro e tentar ilustrar que o governo está fazendo o dever de casa para segurar a inflação, Augustin somou o saldo de dois meses anteriores para afirmar que o “trimestre” foi o “melhor da história”, com um superávit de R$ 56,7 bilhões (que incluem receitas não recorrentes como os R$ 20 bilhões do Refis e os R$ 15 bilhões do bônus de assinatura do leilão de Libra).  “Quando você tem R$ 56,7 bilhões de primário, o efeito da política fiscal é contracionista. Não tenho nenhuma dúvida disso”, completou

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