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Gestão do orçamento familiar tem ganhado rearranjos de papéis Desde 1977, o índice de homens que se sentem no dever de bancar a casa despencou de 74% para 42%

Diego Amorim

Publicação: 02/03/2014 06:00 Atualização: 02/03/2014 13:01

A divisão das despesas é um hábito de Flávio Soares e Roberta Rios desde os tempos de namoro: conta conjunta (Janine Moraes/CB/D.A Press)
A divisão das despesas é um hábito de Flávio Soares e Roberta Rios desde os tempos de namoro: conta conjunta
 

Guerra dos sexos à parte, o dinheiro se consolidou como tabu dentro de casa. Quem ganha mais? Quem paga o jantar? Quem assume o papel de principal provedor (se é que ele ainda existe)? Como dividir as despesas dos filhos e as contas domésticas? Chegar a essas respostas, por vezes, exige longas discussões, atritos, crises, visitas a psicólogos e a consultores financeiros. Em casos não tão raros, pode acabar com o relacionamento. Ainda sem soluções mágicas, a revolução em curso segue influenciando diretamente na vida financeira e afetiva dos casais.

Pesquisa divulgada neste início de ano, pelo instituto norte-americano Families and Work Institute, mostra como a sociedade tem mudado o jeito de pensar em relação ao sustento da família. Desde 1977, o índice de homens que se sentem no dever de bancar a casa despencou de 74% para 42%. Embora quatro em cada 10 entrevistados ainda endossem as funções tradicionais de gênero, o resultado aponta uma queda de 32 pontos percentuais. Entre as mulheres, o indicador recuou de 52% para 37%, no mesmo período, quando foram entrevistadas 46 mil pessoas em várias partes do mundo.

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Esses números estarão no livro O poder das mulheres fortes, do badalado consultor e pesquisador Marcus Buckingham. A obra, candidata a best-seller nas prateleiras de autoajuda, será lançada neste mês no Brasil. Abertamente, até os mais durões hão de concordar com as estatísticas e se dizem dispostos a aceitar a divisão das tarefas domésticas, incluindo o pagamento das contas. Mas, na intimidade do casal, esse fenômeno tem sido dramático, sobretudo para o universo masculino, ainda com dificuldade em aceitar as novas interpretações do conceito de “homem da casa”.



Treinados para não deixar faltar nada no lar, os homens estão tendo de ceder, ainda que na marra, à independência financeira das mulheres. A presidente do instituto, Ellen Galinsky — que também coordena a pesquisa —, diz que o “homem ideal” não é mais aquele funcionário que trabalha para ser um chefe de família bem-sucedido. “Eles estão experimentando uma pressão parecida com a das mulheres quando elas entraram no mercado de trabalho”, compara. No mesmo estudo, homens dedicados a “empregos exigentes” são apontados como mais propensos a experimentar conflitos familiares.

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