Economia
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Crise na Ucrânia ameaça emergentes, mesmo os mais distantes como o Brasil Fuga de capitais dos mercados mais instáveis em direção aos Estados Unidos tende a se agravar nos próximos dias

Victor Martins

Rosana Hessel

Publicação: 04/03/2014 06:50 Atualização: 03/03/2014 23:37

 (Danilson Carvalho/CB/D.A. Press)


A guerra iminente entre russos e ucranianos começa a espalhar prejuízos. Para analistas, os mercados emergentes, mesmo os mais distantes da região, como o Brasil, sofrem grande risco de contágio. As consequências de um possível combate, além das vidas perdidas, ultrapassam as fronteiras, impõem o arrefecimento da atividade econômica e a fuga de capitais aos Estados Unidos, e fazem disparar o preço do petróleo. Ontem, as principais bolsas de valores do mundo fecharam no vermelho, motivadas pelo receio de uma escalada da violência e de sanções do Ocidente à nação comandada por Vladimir Putin. No pregão, a Rússia perdeu US$ 60 bilhões ao amargar uma queda de 11,3% nas ações, o maior tombo dos últimos cinco anos. O rublo, a moeda nacional, se desvalorizou frente ao dólar.

Leia mais notícias em Economia

Só amanhã, quarta-feira de cinzas, quando o mercado brasileiro reabre, será possível saber qual será a cota de sacrifício do país nessa primeira rodada de estragos. Na avaliação de Neil Shearing, economista-chefe para Mercados Emergentes da consultoria britânica Capital Economics, as consequências da crise na Ucrânia poderão ser “bastante severas”. “Mas assumindo que o conflito militar seja evitado, a queda nos mercados poderá ser temporária. Mesmo assim, é um vento contrário às economias emergentes”, disse ele ao Correio.

Tony Volpon, diretor executivo e chefe de Pesquisas para Mercados Emergentes das Américas do Nomura Securities, em Nova York, explicou que, para os investidores, os países em desenvolvimento são “ativos de risco” com muitas semelhanças. Se um começa a ter problemas, isso pode contaminar os outros. Ele pondera, no entanto, que, se a situação não se agravar até amanhã, o Brasil poderá se livrar de maiores consequências relacionadas ao conflito.
 
A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.

PUBLICIDADE



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas