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EUA: crescimento maior reduzirá déficit, segundo orçamento de Obama

O déficit cairá a 3,7% do PIB em 2014 e a 3,1% em 2015, enquanto a economia crescerá 3,1% neste ano e 3,4% no ano que vem

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postado em 04/03/2014 18:32

France Presse

Washington - A Casa Branca prevê um déficit orçamentário que continuará caindo em 2014 e 2015, enquanto o crescimento econômico se acelerará, segundo o projeto de orçamento 2015 do presidente Barack Obama, divulgado nesta terça-feira.

O déficit dos Estados Unidos cairá a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e a 3,1% em 2015, enquanto a economia crescerá 3,1% neste ano e 3,4% no ano que vem, segundo a proposta. Já a inflação deve passar de 1,6% a 2% em 2015, e a taxa de desemprego cairá a 6,4% em 2015.

A proposta do governo sustenta que o déficit orçamentário do país, que havia se expandido depois da crise de 2008, poderá ser levado rapidamente a níveis mais confortáveis e cair a 564 bilhões de dólares, ou 3,1% do PIB, no ano fiscal que começará no dia 1 de outubro, e a 2,2% do PIB em 2020.

"Como país, temos que tomar uma decisão: se protegemos os impostos dos mais ricos, ou criamos empregos, fazemos nossa economia crescer e ampliamos as oportunidades para os cidadãos americanos", disse Obama na saída de uma escola primária em Washington.

O texto com o projeto de orçamento afirma que, "apoiando-nos no progresso já alcançado, as medidas para a redução do déficit orçamentário são mais do que suficientes para se atingir o objetivo fiscal fundamental de estabilizar esta dívida como uma porcentagem do PIB".

O orçamento prevê um crescimento contínuo da receita, de forma que o governo poderá alcançar seu primeiro superávit em 2018. Mas o projeto de orçamento deverá ser bloqueado no Congresso, já que inclui aumentos em determinados impostos e um aumento de gastos que a oposição republicana rejeitou imediatamente

O orçamento para o ano fiscal que começa em outubro foi projetado em 3,9 bilhões de dólares, um aumento modesto, de 6,8%, em relação ao do ano passado.

A Casa Branca afirmou que o governo precisa aumentar sua receita para manter seus compromissos com os aposentados e, ao mesmo tempo, continuar investindo na economia.

"O orçamento garante que a receita mediante a reforma tributária reduza a ineficácia, e que todos estejam pagando a sua parte", assinala o texto.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, reagiu rapidamente, e disse que se trata, "possivelmente, do orçamento mais irresponsável" já apresentado por Obama.

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Para Boehner, o projeto de orçamento "gasta muito, pede muito emprestado, e taxa muito". O especialista do Partido Republicano em orçamento Paul Ryan afirmou que o projeto anunciado hoje "não é um documento sério". O projeto deve ser considerado levando em conta as eleições legislativas, previstas para novembro.

Segundo as pesquisas, o Partido Democrata não tem chances de recuperar o controle da Câmara dos Representantes (deputados), controlada pelo Partido Republicano, e corre o risco de perder a maioria no Senado. Uma pesquisa "Washington Post"/ABC News divulgada hoje mostra que os eleitores são mais favoráveis aos republicanos (50%) do que aos democratas (42%) nos 34 estados em que haverá eleições para o Senado.

Para Obama, as eleições legislativas de metade do mandato decidirão a sorte de seus dois últimos anos na Casa Branca, já que ele corre o risco de perder os últimos aliados que lhe restam no Congresso.

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