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China anuncia aumento em 12,2% no orçamento da Defesa para 2014 O aumento da verba de defesa provoca inquietação dos Estados Unidos e dos vizinhos do gigante asiático, em particular do Japão

France Presse

Publicação: 05/03/2014 08:44 Atualização:

Pequim - A China anunciou nesta quarta-feira (5/3) que aumentará o orçamento da Defesa em 12,2% em 2014, uma nova alta de dois dígitos, no momento em que Pequim está envolvido em disputas territoriais com vários países vizinhos.

"O orçamento para a Defesa nacional é de 808,230 bilhões de iuanes (US$ 132 bilhões), uma alta de 12,2%", de acordo com o relatório orçamentário preparado pelo ministério das Finanças para a sessão anual do Congresso Nacional do Povo. Como prova da ambição de consolidar o status de potência militar, Pequim reforça continuamente o gasto de Defesa, que subiu 11,2% em 2012 e 10,7% em 2013. O aumento da verba de defesa provoca inquietação dos Estados Unidos e dos vizinhos do gigante asiático, em particular do Japão, que disputa com a China a soberania de um arquipélago do mar da China Oriental. Tóquio manifestou preocupação após o anúncio de Pequim.

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"A transparência, ou a falta de transparência, da política de defesa e das capacidades militares da China se transformaram em um motivo de preocupação para comunidade internacional, incluindo o Japão. afirmou o secretário-geral do governo nipônico, Yoshihide Suga. Os analistas ocidentais acreditam que os gastos militares reais de Pequim superam em muito os valores anunciados. O Pentágono calculou em 2012 que o orçamento chinês de Defesa oscilava entre 135 e 215 bilhões de dólares.

Ao mesmo tempo, a China anunciou que para 2014 tem como objetivo um crescimento econômico de 7,5%, a mesma meta de 2013. Muito aguardado, o objetivo foi revelado em um discurso do primeiro-ministro Li Keqiang, na abertura da sessão anual do Parlamento chinês. A segunda economia mundial registrou um crescimento de 7,7% em 2013, igual a 2012, o pior resultado em 13 anos.

Após uma clara desaceleração econômica no primeiro semestre de 2013, em julho Pequim anunciou medidas de estímulo, sobretudo fiscais, que permitiram um avanço momentâneo da atividade. O primeiro-ministro informou ainda que a meta de inflação para este ano é de 3,5%, assim como em 2013. O governo chinês manifestou ano passado a intenção "reequilibrar" o modelo econômico do país para torná-lo menos dependente das exportações e de investimentos em infraestruturas, beneficiando o consumo interno.

Com este objetivo, o governo revelou em novembro um ambicioso programa de reformas econômicas e financeiras destinadas a oferecer um "papel crucial" ao mercado. "Devemos continuar fazendo do desenvolvimento econômico nossa principal tarefa e manter uma taxa de crescimento apropriada", insistiu Li Keqiang, segundo o texto de seu discurso transmitido à imprensa.

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