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BC indica que juros ainda vão aumentar, mas o ciclo está perto do fim

Ata da última reunião do Copom mostra que a inflação, acima da meta, ainda preocupa a autoridade monetária

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postado em 07/03/2014 07:00 / atualizado em 06/03/2014 23:34

Victor Martins

Depois de enterrar a promessa da presidente Dilma Rousseff de entregar no fim do mandato o menor juro real da história, o Banco Central indicou que o ciclo de alta da taxa básica ainda não acabou, embora possa estar próximo do fim. Especialistas que analisaram a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, esperam pelo menos mais um aperto de 0,25 ponto percentual na Selic. Com isso, a taxa, que foi aumentada para 10,75% ao ano na semana passada, deve subir para 11% em abril, valor superior ao recebido por Dilma ao suceder Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

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Como já havia feito em documentos anteriores, a diretoria do BC informou que continua preocupada com a inflação. Até janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia acumulado, em 12 meses, uma alta de 5,59%, taxa classificada pela instituição como “resistente” e maior do que a prevista. “Para mim, a sensação é de que vem mais ajuste (de juros) por aí”, disse Mauro Schneider, economista-chefe da CGD Securities.

Os receios da autoridade monetária que justificam a continuidade do processo de elevação da Selic, mesmo que em ritmo menor que o 0,50 ponto percentual que vinha sendo aplicado até janeiro, estão no parágrafo 26 da ata. Nele, o BC explica que “tendo em vista os danos que a persistência desse processo (de inflação) causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos”, é apropriado manter o aperto monetário em curso.

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