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Seca do Brasil deve criar deficit mundial de 2 milhões de sacas de café

Segundo a Organização Internacional do Café, não há previsão de um mercado equilibrado "mesmo com um aumento esperado da produção colombiana"

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postado em 07/03/2014 13:15 / atualizado em 07/03/2014 17:02

France Presse

Paulo de Araújo/CB/D.A Press


Londres -
A seca vivida pelo Brasil deixará o mercado mundial de café sem ao menos 2 milhões de sacas necessários para o pleno abastecimento em 2014-2015, declarou nesta sexta-feira (7/3) a Organização Internacional do Café (OIC).

O deficit de produção será "de ao menos 2 milhões de sacas", declarou em uma coletiva de imprensa em Londres o diretor-executivo da OIC, o brasileiro Roberio Oliveira Silva. Cada saca tem 60 quilos. A escassez é atribuída "em grande parte à seca brasileira", declarou o diretor da organização que reúne os países produtores e que tem sua sede na capital britânica. "Mesmo com o aumento esperado da produção colombiana, não prevemos um mercado equilibrado", concluiu Oliveira Silva ao término da reunião semestral da OIC.

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Oliveira Silva informou que está à espera de que as autoridades brasileiras comuniquem as perdas exatas na colheita de café para ter uma ideia mais precisa da escassez. O Brasil é o primeiro produtor e exportador mundial e viveu em janeiro sua pior seca em décadas. O estado de Minas Gerais, onde a maior parte dos cultivos de café do país se localizam, foi particularmente afetado por este tempo anormalmente seco, justo em pleno amadurecimento dos frutos, que serão colhidos a partir de abril.

A perspectiva de escassez no mercado fez os preços dispararem e a variedade arábica - dois terços da produção brasileira - alcançou nesta semana seus preços mais altos em dois anos. O preço superou os 2 dólares a libra em Nova York, enquanto a variedade robusta, que é cotada em Londres, alcançou 2.136 dólares a tonelada, seu valor mais alto em quase um ano. A escassez coincidirá com um período de expansão da demanda, com um crescimento esperado de 2,4% em 2013, segundo estimativas comunicadas por Mauricio Galindo, chefe de operações da OIC.

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