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ONS não identifica causa da queda de energia ocorrida em fevereiro

"O relatório não identificou nenhuma causa originada por falha de proteção, defeito em equipamento, falha de manutenção. Nada disso", informou Hermes Chipp

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postado em 12/03/2014 15:12

Agência Brasil

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse nesta quarta-feira (12/3) que o relatório enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a queda no fornecimento de energia ocorrida em 4 de fevereiro não será conclusivo, no sentido de apontar os motivos da interrupção do serviço que afetou cidades das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

“O relatório não identificou nenhuma causa originada por falha de proteção, defeito em equipamento, falha de manutenção. Nada disso. O que temos identificado, em um trabalho feito pelo Ministério de Ciência e Tecnologia por meio do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], foram descargas atmosféricas na região da linha”, disse Chipp, após participar de audiência pública no Senado.

O diretor-geral explicou, no entanto, que não tem como afirmar que essas descargas tenham sido a causa da queda de energia que, segundo o ONS, atingiu pequena parte do Tocantins, pontos no Acre e Rondônia, e pontos localizados em cidades do Sudeste, Centro-Oeste e Sul. “Não se pode afirmar que foi descarga [atmosférica]. Mas também não se pode descartar isso, uma vez que não se tem nenhuma outra causa física identificada”, argumentou.

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De acordo com o relatório, há possibilidades de o "chamuscamento" encontrado em uma das linhas de transmissão não ter relação com o evento. “Houve um chamuscamento de isolador em uma linha [transmissora] da Taesa. Não houve, no entanto, nenhuma indicação na linha da Intesa, que é [outra transmissora] próxima”, disse o diretor do ONS. Além disso, pode ter sido causado por uma descarga anterior.

No dia do apagão, a interrupção afetou cerca de 900 mil unidades consumidoras somente no Rio de janeiro. Também houve desabastecimento na Grande São Paulo e outras regiões de grande densidade. Na época, o Ministério de Minas e Energia disse que não sabia a causa, mas garantiu que o sistema não estava sob estresse. O ONS também descartou que o alto consumo tivesse provocado o problema.

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