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Gustavo Franco: "inflação é como o alcoolismo: não há cura, só controle" "Se a inflação passar disso (teto), aí vamos ladeira abaixo", disse o ex-ministro

Publicação: 13/03/2014 06:02 Atualização: 13/03/2014 08:56

São Paulo — Presidente do Banco Central na época de implantação do Plano Real, o economista Gustavo Franco advertiu ontem para o perigo de o governo ser tolerante com a alta continuada dos índices de preços. “A inflação é como o alcoolismo: não tem cura, só pode ser controlada”, afirmou, depois de participar de um evento comemorativo dos 20 anos de lançamento do programa que devolveu a estabilidade econômica do país.

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Para o economista, atualmente sócio da Rio Bravo Investimentos, o Banco Central não está mais perseguindo o centro da meta de inflação definido pelo governo, de 4,5%, e tem se limitado a evitar que ela ultrapasse o teto, de 6,5%. Para ele, essa é a política que está dentro das possibilidades do BC, diante da falta de empenho de outras áreas do governo, como o Ministério da Fazenda, que deveria controlar a expansão dos gastos públicos, mas não o faz.

Franco advertiu, contudo, para o risco de ultrapassagem do teto. “Se a inflação passar disso, aí vamos ladeira abaixo”, disse. Para ele, o país vive um momento em que as conquistas do Plano Real são postas em xeque.

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