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Excesso de leis e de documentos encarece valor de imóveis em até 12%

Burocracia e má gestão leva consumidores a gastarem ao menos R$ 18 bilhões a mais por ano

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postado em 20/03/2014 06:02 / atualizado em 20/03/2014 08:40

Diego Amorim

Monique Renne/CB/D.A Press


Incompetência, má gestão, leis confusas e contraditórias, atraso tecnológico: é longa a lista de deficiências que atrasam e encarecem os empreendimentos imobiliários no Brasil. Todo o trâmite de licenciamentos e aprovações, incluindo os gastos com documentação, representam, em média, 12% do valor de um imóvel residencial, segundo estudo divulgado ontem pelo setor. Da compra do terreno à entrega das unidades, o chamado custo da burocracia chega a R$ 18 bilhões por ano. E quem paga essa conta é o consumidor.

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Entre os entraves elencados, quatro se destacam, na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão: a “caótica” aprovação de projetos nas prefeituras (no caso de Brasília, nas administrações regionais); a falta de padronização e critério nos cartórios; o imbróglio do licenciamento ambiental; e mudanças aleatórias em planos diretores. “A sociedade paga por algo que simplesmente não serve para nada, está enxugando gelo”, comentou.

A curto prazo, apesar de números e constatações fortes do estudo, os representantes do setor sabem que pouco podem fazer para mudar esse quadro. No máximo, conquistarão discursos de apoio, como o protagonizado também ontem pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durante a apresentação dos dados. “Estamos fazendo a nossa parte”, disse ela. Desde o ano passado, executivos da construção civil têm batido à porta de autoridades para convencê-los da necessidade de reduzir a burocracia.

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