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Economistas questionam secretários sobre situação no setor elétrico A discussão sobre os leilões futuros de energia também fez parte da pauta

Agência Brasil

Publicação: 20/03/2014 15:55 Atualização:

Economistas chefes de instituições financeiras perguntaram nesta quinta-feira (20/3) a membros da equipe econômica do governo se os problemas ocorridos no setor elétrico são conjunturais ou causados pela falta de chuvas no país neste período. Eles estiveram em Brasília para discutir os problemas do setor elétrico com os secretários Arno Augustin, do Tesouro Nacional, e Márcio Holland de Brito, de Política Econômica.

“Isso é uma dúvida importante 'pra' caramba. Temos que concordar", disse o economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, referindo-se ao questionamento dos economistas. Segundo Camargo, o encontro serviu para discutir a lógica do mercado de energia e procurar explicações para algumas questões.

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No último dia 13, o governo anunciou uma série de medidas para o setor elétrico, entre as quais a autorização de contratação de um financiamento de R$ 8 bilhões pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica para que as distribuidoras paguem suas dividas com as geradoras. O financiamento será ressarcido com o aumento de tarifas que será escalonado a partir de 2015.

Participaram do encontro desta quinta-feira em Brasília, conforme a agenda distribuída pelo Ministério da Fazenda, representantes dos bancos Bradesco, Fator, Itaú-BBA, Santander, Votorantim, Bank of America, Citibank, Crédit Suisse, Gradual Investimentos, HSBC, JP Morgan e Opus Investimentos.

A discussão sobre os leilões futuros de energia também fez parte da pauta. De acordo com Camargo, o assunto foi o que tomou a maior parte do tempo da reunião, que durou duas horas. O economista não quis, porém, informar quais foram as questões colocadas, nem se os secretários deram algum tipo de resposta.

“Existe uma tentativa de resolver a questão. É um setor complicado, difícil de entender, e o objetivo da reunião foi deixar as coisas mais claras”, disse Camargo. Ele admitiu que, mesmo com o encontro, algumas dúvidas não foram esclarecidas. “Não tinha expectativa de que sairia daqui com dúvidas. Acho que elas existem dentro do próprio governo. É um setor difícil, que tem prazo e preço. E afeta o macro, porque é um mercado importante.

No ano que vem, vencem as concessões de usinas hidrelétricas que somam cerca de 5 mil megawatts, o que irá diminuir o preço da energia para os consumidores. Essa energia, que voltará para o governo, atualmente é comercializada a R$ 100 o megawatt médio. Após a renovação da concessão, o preço cairá para R$ 30 o megawatt médio.

José Maria Camargo ressaltou que não foram tratados no encontro temas como superávit primário e inflação.

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