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Setrans não vê irregularidades em licitação de trens urbanos para o Rio O consórcio formado pelas empresas chinesas CMC-CNR-CRC foi declarado vencedor da licitação feita em fevereiro de 2012, no Rio de Janeiro

Agência Brasil

Publicação: 20/03/2014 17:51 Atualização:

Em nota divulgada nesta quinta-feira (20/3), alusiva ao processo administrativo instaurado pela superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro (Setrans) sinaliza que não houve irregularidades em licitação de trens urbanos para o Rio.

A nota esclarece que o consórcio chinês CMC-CNR-CRC, vencedor da licitação feita em 2012 para aquisição de 60 novos trens urbanos para o Rio de Janeiro, apresentou o menor preço entre as cinco empresas participantes, “oferecendo um valor 51% mais baixo do que a quinta colocada”.

O processo aberto pelo Cade apura a suposta prática de cartel em licitações de trens e metrôs, no período de 1998 a 2013, nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Os 15 projetos em análise envolvem contratos de R$ 9,4 bilhões e atuações de 18 empresas e 109 funcionários de companhias participantes das concorrências.

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Segundo a Setrans, “além do baixo custo (reconhecido pelo Banco Mundial como o mais barato já apresentado na América Latina), o grupo chinês se destacou pela expertise, tendo vencido licitação em 2009, quando forneceu ao Rio de Janeiro outros 30 novos trens”. A nota acrescenta que “de acordo com o consórcio CMC-CNR-CRC, não há qualquer tipo de ligação entre o grupo e as empresas Ttrans e Alstom”.

O consórcio formado pelas empresas chinesas CMC-CNR-CRC foi declarado vencedor da licitação feita em fevereiro de 2012, no Rio de Janeiro. As notícias divulgadas à época relatavam que o consórcio teria a Ttrans como sua parceira comercial no Brasil, para realização de serviços na estrutura da empresa localizada no município fluminense de Três Rios. A Alstom seria concorrente da Ttrans, mas teria funcionado como subcontratada da Ttrans, o que eliminaria a concorrência entre as duas.

Em nota transmitida pela Setrans, o consócio chinês descartou ter qualquer relação com a Ttrans e a Alstom: “Confirmamos que nunca houve qualquer relação entre o consórcio CMC-CNR-CRC, vencedor das duas últimas licitações de trens para o Rio de Janeiro, licitações estas do Banco Mundial, com nenhuma empresa brasileira ou estrangeira com sede no Brasil. Repudiamos qualquer ilação a este respeito e reiteramos a lisura de nosso procedimento nestas e em qualquer outra licitação em que tomamos parte.”

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