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Brasil e Argentina negociam criação de linha de crédito para exportadores O ministro-interino do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, disse que os governos desejam um sistema de financiamento ocorra de forma automática

Rosana Hessel

Publicação: 21/03/2014 12:01 Atualização:

O governo brasileiro negocia com a Argentina um mecanismo de facilitação do comércio entre os dois países. O memorando de entendimento para estabelecer garantias do governo para empréstimos de instituições financeiras aos exportadores está sendo elaborado em conjunto. “Estamos trabalhando especificamente para criar uma linha de crédito comercial para o fortalecimento do comércio bilateral”, disse o ministro-interino do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, durante café da manhã com jornalistas.

De acordo com o ministro, o documento para a estruturação das garantias será assinado pelos chanceleres dos dois países no próximo dia 27, em Costa do Sauipe, na Bahia, durante uma reunião paralela ao evento do Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID). “O que queremos é que o sistema de financiamento aconteça, de forma automática e que a quarentena (para que o exportador dos dois países receba o pagamento em moeda local) seja a menor possível”, explicou ele acrescentado que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não fará parte desse programa.

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 Borges adiantou que a proposta final dos países membros do Mercosul para o acordo de livre comércio com a União Europeia está “bastante competitiva”. Ele desmentiu qualquer desentendimento para que os países do bloco negociem individualmente. Membros do Mercosul e da UE se reúnem hoje em Bruxelas para a troca de propostas. “Os europeus têm demonstrado interesse em manter as negociações. Estamos bastante otimistas com o avanço do diálogo”, afirmou. “A única expectativa é firmar algo até o final maio ou o começo de junho para que o processo se inicie. Isso é o que a gente vai ouvir hoje”, emendou.

O ministro reconheceu que este ano a conta petróleo continuará registrando deficit, mas ele será menor do que os US$ 20 bilhões no ano passado. “Qualquer redução será significativa e contribuirá para o superavit da balança comercial”, disse ele, sem detalhar os números. Na avaliação de Borges, a redução da oscilação do câmbio tem ajudado a melhorar a previsibilidade da indústria para produzir no país. “Temos com o novo patamar de câmbio e uma curva descendente do salário em dólar. Do ponto de vista industrial, isso é altamente positivo”, destacou.

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