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Brasil arrecada mais de R$ 83 bilhões de impostos e bate recorde no mês

Corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a alta é de 3,44% ante fevereiro de 2013

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postado em 25/03/2014 10:58 / atualizado em 25/03/2014 11:56

Bárbara Nascimento

A Receita Federal arrecadou R$ 83,1 bilhões em fevereiro, um recorde para o mês. Esse valor – relativo às receitas sob responsabilidade do Fisco e as demais, como os royalties – representa um acréscimo de 3,44% em relação ao mesmo mês do ano passado. No bimestre, a arrecadação total atingiu recorde histórico: R$ 206,8 bilhões, 1,91% a mais do que o mesmo período de 2013. A série histórica começa em 1995. 

Conforme a Receita, o resultado está “em linha” com o esperado. “E mantemos a nossa previsão de crescimento real para o ano da ordem de 3% a 3,5% para as receitas administradas”, pontuou o secretário-adjunto do órgão, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

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O crescimento foi puxado, sobretudo, pelo pagamento de PIS e Cofins no valor de R$ 19,537 bilhões. A receita previdenciária também teve um incremento de 5,13% e os impostos sobre importação e e sobre produtos industrializados tiveram alta de 14,8% e 7,24% em relação ao ano passado, respectivamente. Contribuíram ainda fatores macroeconômicos, como o crescimento das vendas de bens e serviços (3,46%), da massa salarial (9,33%) e do valor em dólares das importações (13,16%). 

O aumento de uma série de impostos compensou o resultado aquém do esperado no recolhimento da primeira cota, ou cota única, do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Nunes, no entanto, pondera que ainda é cedo para apontar uma queda generalizada no lucro das empresas. "As empresas tem ate o mês de março para efetuar o pagamento.  Nós poderíamos apontar para o cenário negativo,mas precisamos verificar o mês subsequente para ver se isso vai acontecer ou não", completou. 

Aumento de tributos
O secretário-adjunto da Receita ponderou que outros impostos podem subir, como os já anunciados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre os setores de cosméticos e bebidas frias. “Não estou afirmando que vai aumentar, mas os estudos estão finalizados e estamos prontos para uma decisão”, afirmou.

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