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Dilma perde a guerra contra juros altos contra o consumidor Taxa cobrada nos empréstimos a pessoas físicas chega ao maior patamar desde fevereiro de 2012, quando o governo começou a pressionar os bancos a reduzir os encargos. Fiasco é mais um entre as derrotas da política econômica

Deco Bancillon

Publicação: 27/03/2014 06:05 Atualização: 27/03/2014 09:22

A cruzada contra os juros altos, empreendida pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, durou dois anos e chegou ao fim com a vitória dos bancos privados. Em fevereiro, a taxa média cobrada das famílias chegou a 41,2% ao ano, alta de 1,3 ponto percentual sobre janeiro. A escalada das taxas foi disseminada e atingiu 13 das 14 linhas de crédito pesquisadas pelo Banco Central (BC). A última vez que o brasileiro tinha pagado tão caro para tomar empréstimos havia sido em fevereiro de 2012, justamente quando o governo deu início à campanha pela redução dos juros ao consumidor.

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Naquela época, para forçar a queda das taxas, o governo obrigou os bancos públicos a reduzir margens de lucro, achatando o spread bancário — diferença entre o que as instituições pagam e o que cobram para emprestar dinheiro. Em abril de 2012, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal anunciaram descontos nas taxas superiores a 45%.

Pouco depois, na véspera do feriado de 1º de maio, em pronunciamento em cadeia de rádio e tevê, Dilma atacou a “lógica perversa” dos bancos privados. “É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo”, disse. “Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para as empresas e para o consumidor enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade seus compromissos.”

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