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BC provoca ruído no mercado, que suspeita de mudanças em intervenções Os investidores interpretaram a ação do BC como uma tentativa de firmar R$ 2,30 como um piso para o câmbio

Publicação: 27/03/2014 06:01 Atualização:

O Banco Central reduziu a venda futura de dólares no primeiro leilão de ontem, provocou alta da moeda norte-americana e estimulou ruídos entre os operadores de mercado, que suspeitaram de mudanças na política de intervenção da autoridade monetária. A divisa interrompeu quatro sessões de quedas consecutivas e subiu 0,1%, cotada a R$ 2,308, após chegar a R$ 2,292 na mínima do dia. Os investidores interpretaram a ação do BC como uma tentativa de firmar R$ 2,30 como um piso para o câmbio.

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No pregão de ontem, o BC vendeu apenas 2,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, sendo que a oferta diária do programa que a autoridade monetária promete manter até junho é de até 4 mil contratos. Esse movimento fez a moeda, que estava em queda ante o real na abertura, passasse a subir. Só depois, a instituição anunciou outro leilão de swap cambial tradicional para ofertar justamente o montante que ficou de fora de sua ração diária: 1,6 mil contratos.

Tal postura levou bancos e corretoras a considerarem a possibilidade de o BC começar a reduzir as intervenções diárias no câmbio. Apesar da especulação, a posição oficial da assessoria de imprensa do órgão foi a de que “não há alteração na política de câmbio em vigor”.

Para o gerente de Câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o BC não vai admitir que mudou a estratégia. “Até por que ele prometeu manter o programa de intervenções diárias até junho. Mas o mercado entendeu que a autoridade monetária quer manter o patamar mínimo de R$ 2,30”, disse. Conforme ele, o dólar estava cotado abaixo de R$ 2,29 quando o Banco Central anunciou o primeiro leilão e vendeu apenas parte do lote. “Aí a moeda subiu até R$ 2,32 e ele só voltou a vender depois, claramente para acomodar a cotação em R$ 2,30. O BC quer defender esse patamar, mas sem se entregar”, observou.

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