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Banco Central aponta inflação alta e baixo crescimento para 2015

Pelos cálculos do Banco Central, a inflação deste ano será de 6,1%, com crescimento econômico de apenas 2%.

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postado em 28/03/2014 09:07 / atualizado em 28/03/2014 09:05

Deco Bancillon

A herança que o próximo presidente receberá — seja Dilma Rousseff, seja um candidato da oposição o vencedor das urnas em outubro próximo — será um fardo e tanto. A prevalecer o quadro sombrio traçado ontem pelo Banco Central, a inflação se manterá alta e muito distante do centro da meta, de 4,5%, até pelo menos o primeiro trimestre de 2016. O crescimento da economia permanecerá minguado e o futuro governo terá de lidar com reajustes represados da energia elétrica e da gasolina. Parte dessa fatura, porém, será paga pelos brasileiros ainda em 2014. E não será pouco.

Pelas contas do BC, a inflação deste ano ficará em 6,1%, podendo atingir 6,4% até setembro, encostando no limite da tolerância, de 6,5%, puxada pelos reajustes dos alimentos. O avanço do Produto Interno Bruto (PIB) será de apenas 2%. Com isso, além de não entregar o custo de vida em níveis mais confortáveis, a presidente Dilma fechará seu mandato com crescimento médio de 2,04%, o menor resultado em duas décadas. No primeiro mandato de Lula, o incremento médio anual do PIB foi de 3,67%. No segundo, de 4,71%. Ou seja, Dilma reduziu o crescimento econômico do Brasil a menos da metade do que recebeu do antecessor.

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O mais assustador é que a inflação está em disparada apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) estar elevando os juros desde abril do ano passado. Foram oito aumentos consecutivos, totalizando 3,5 pontos percentuais, de 7,25% para 10,75% ao ano. Trata-se de um dos maiores apertos já promovidos pelo BC desde a implantação do regime de metas inflacionárias, em 1999. Mas o custo de vida não só se manteve alto, como as expectativas dos agentes econômicos se deterioraram, o que serve de combustível para as remarcações. Na média, o mercado aposta em inflação de 6,28% neste ano.

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