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Inflação do mês de março será a maior enfrentada pelo país em 11 anos

Governo já prepara discurso para explicar o aumento do custo de vida: vai difundir a ideia de que a culpa é dos alimentos in natura e que a alta não se repetirá nos meses seguintes. Na mesma linha, Banco Central considera que juros de 11% são suficientes para conter a carestia

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postado em 04/04/2014 06:00

Rosana Hessel


O forte aumento da taxa básica de juros (Selic), de 7,25% para 11% ao ano, desde abril de 2013, não impedirá que a inflação de março, que será divulgada na próxima semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dê um susto nos consumidores. Se as projeções dos especialistas estiverem corretas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cravará alta entre 0,80% e 0,86% — mediana de 0,82% —, o pior resultado para o mês desde 2003.

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Ciente do barulho que o IPCA fará, sobretudo diante do crescente descontentamento da população com a alta do custo de vida, o Palácio do Planalto já preparou o discurso. A ordem é difundir a ideia de que o índice foi puxado pelos alimentos in natura (frutas, legumes e hortaliças) e que não se repetirá nos meses seguintes. O governo também insistirá que o IPCA não estourará o teto da meta deste ano.

O discurso positivo do Planalto não esconde, porém, o temor da presidente Dilma Rousseff com o impacto da inflação na decisão dos votos dos eleitores na disputa presidencial de outubro próximo. Pesquisas internas do governo indicam que a carestia será uma pedra no caminho à reeleição da candidata do PT. Mas o tema será amenizado à medida que o IPCA reagir ao aperto monetário. Na visão de assessores da presidente, os juros, de 11%, são suficientes para evitar uma disseminação de reajustes. Eles também acreditam que o Banco Central encerrou o ciclo de aumento da Selic.

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