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Excesso de interferência do Estado cria incertezas e dificulta economia "As incertezas aumentaram muito de meados do ano passado para cá, com o excesso de ativismo do governo", critica o economista Claudio Porto, presidente da consultoria Macroplan

Paulo Silva Pinto

Publicação: 06/04/2014 06:02 Atualização: 05/04/2014 20:47

Zeina critica a mudança constante de regras: 'um ano virou longo prazo' (Breno Fortes/CB/D.A Press )
Zeina critica a mudança constante de regras: "um ano virou longo prazo"

Os dois economistas mais poderosos do governo — Dilma Rousseff e Guido Mantega — estão entre os admiradores das ideias do britânico John Maynard Keynes (1883-1946), que defendia a interferência do Estado na economia para reduzir as incertezas em tempos de crise. Mas, para quem está no setor privado, no mercado financeiro e na academia, o que se vê atualmente é o contrário. Analistas de diferentes matizes afirmam que o nível de imprevisibilidade está alto demais para um momento que em nada lembra os quadros de turbulência aguda que o país já viveu, com fuga de capitais e disparada do câmbio.

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“As dúvidas para quem é tomador de decisões no lado real são muito grandes no Brasil de hoje. Um ano virou longo prazo. Não se consegue saber se em 2015 haverá energia suficiente, como será a política econômica, como ficará o câmbio, entre outras coisas. Incentivos ora são concedidos, ora são retirados”, afirma Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos. “As incertezas aumentaram muito de meados do ano passado para cá, com o excesso de ativismo do governo”, critica o economista Claudio Porto, presidente da consultoria Macroplan.

Para o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, Dilma e Mantega não são keynesianos. “Eles apenas gostariam de ser.” As principais medidas tomadas pelo governo não foram no campo da macroeconomia, como orientava Keynes, mas na microeconomia. No setor elétrico, buscou-se modicidade tarifária por meio de mudanças nos contratos de concessão. No campo dos combustíveis, segurou-se o preço da gasolina e do diesel, o que reduziu a competividade do etanol e frustrou investimentos realizados na área. E o lançamento de novas concessões de rodovias teve de ser postergado devido às tentativas iniciais de impor taxa de lucro muito baixa.

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