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Analistas discutem como o presidente eleito em outubro deve governar

O principal questionamento é se quem for eleito em 2015 deve escolher o gradualismo ou um tratamento de choque

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postado em 07/04/2014 08:11 / atualizado em 07/04/2014 08:52

Rosana Hessel

Evaristo Sa/AFP


Os desequilíbrios da economia estão solapando a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Por isso, cresce entre os analistas a discussão sobre os ajustes que precisarão ser feitos no início do próximo governo, seja quem for o vencedor das eleições de outubro próximo, para que a situação não continue a se agravar. O principal questionamento é se quem assumir o poder em 2015 tentará fazer tudo de uma vez ou optará por medidas graduais.

A quantidade de entulho econômico a ser removido é grande: preços reprimidos de combustíveis e de energia, baixo superavit primário (poupança para o pagamento dos juros da dívida pública) comprometendo a confiança na política fiscal, e até juros altos, mas insuficientes para debelar a disparada dos preços. É certo que, se o choque vier de uma vez só, o país entrará em recessão. No entanto, a credibilidade do governo poderia ser recuperada mais rapidamente e o país não correria o risco de ser rebaixado novamente pelas agências de classificação de risco. Se a opção for pelo gradualismo, o novo governante pode manter a popularidade por mais algum tempo, mas a fatura das correções necessárias será cada vez maior no futuro.

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Caso Dilma ganhe, como apontam as atuais pesquisas, a maioria das apostas é de que ela continuará com medidas homeopáticas, a exemplo do que vem fazendo o Banco Central (BC) desde abril do ano passado, com a elevação paulatina da taxa Selic. O quadro previsto para 2015, no entanto, não é nada animador. Os analistas acham que o legado de Dilma será um país com baixo crescimento, inflação crescente e contas públicas em tamanho descompasso que contabilidade criativa alguma dará jeito. Em matéria de expansão econômica, ela conseguirá deixar uma média pífia de avanço do Produto Interno Bruto (PIB): abaixo de 2% pelas projeções mais pessimistas, um dos piores desempenhos desde o governo Collor, há mais de 20 anos.

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