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FMI corta projeções da economia brasileira em 2014 de 2,3% para 1,8% País continuará na lanterna do crescimento global, com expansão menor que a média mundial e que a América Latina

Rosana Hessel

Publicação: 08/04/2014 10:00 Atualização: 08/04/2014 10:05

O Fundo Monetário Internacional (FMI) praticamente manteve suas perspectivas de crescimento da economia global em relação à última revisão feita em janeiro, mas cortou novamente, e de forma expressiva, as projeções do Brasil. As estimativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano caíram de 2,3% para 1,8%. Em outubro, o órgão estimava que o país avançaria 2,5% este ano.

Essa redução de 0,5 ponto percentual na projeção de alta do PIB do Brasil foi igual à da África do Sul (que passou de 2,8% para 2,3%) e só não foi maior do que a redução realizada para a Rússia (de 0,6 ponto percentual) para o mesmo período, de 1,9% para 1,3%. Já as taxas previstas para a China e a Índia foram mantidas em 7,5% e 5,4%, respectivamente.

O corte da expansão de alguns países emergentes, como Brasil, Rússia, África do Sul e Turquia, ocorreu devido "ao enfraquecimento das políticas domésticas" e do "aperto nas condições financeiras internas e externas", de acordo com a nova edição do relatório do Panorama Econômico Global divulgada na manhã desta terça-feira (8/4).

O FMI prevê que a economia mundial crescerá 3,6%, este ano, e não mais 3,7% como o estimado em janeiro. Para 2015, a expansão projetada manteve-se em 3,9%, o que revela uma contínua aceleração em relação aos 3% computados em 2013. Os países da Ásia e da África Subsaariana é deverão continuar puxando a expansão dos países emergentes, de 4,9%, neste ano, e de 5,3%, em 2015. Enquanto isso, o Brasil continuará crescendo abaixo da média global e dos países emergentes neste ano e no próximo, quando deverá ter alta de 2,7%, taxa semelhante à registrada no "pibinho" de 2011. O desempenho do país também será menor do que a dos demais países da América Latina, apesar dos cortes na previsão feitas pelo Fundo. A região avançará 2,5%, neste ano, e 3%, no próximo. As previsões anteriores eram de 3% e de 3,3%, respectivamente.

Os Estados Unidos não tiveram suas projeções alteradas e o PIB da maior economia do planeta, que cresceu 1,3% em 2013, saltará para 2,2%, este ano, e 2,3%, no ano que vem. As estimativas de crescimento da economia da Zona do Euro, também foram mantidas em comparação ao levantamento de janeiro sinalizando uma recuperação gradual. O bloco dos países que compartilham a moeda europeia devem sair de uma queda de 0,5%, em 2013, para 1,2%, em 2014, e 1,5%, em 2015.

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