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Turbinas de Belo Monte começam a gerar energia no fim de 2015 Após conclusão da obra, em 2019, média produzida será de 41% da capacidade. Em alguns momentos, a usina ficará parada

Paulo Silva Pinto - Enviado Especial - Redação

Publicação: 13/04/2014 08:11 Atualização: 12/04/2014 21:43


Altamira (PA) —
Os 13 graus Celsius negativos do termômetro fazem qualquer um se esquecer de que está à margem esquerda do Xingu. O rio vira gelo numa fábrica trazida de Seattle (EUA) — são, ao todo, três delas no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Flocos caem do teto por cinco metros até o chão. Removidos por um rodo automático, seguem por um duto e se juntam com cimento e cascalho provenientes de outra instalação industrial.

Fosse usado o rio em estado líquido na mistura, não se conseguiria concreto de tanta qualidade, duro o suficiente para conduzir o próprio Xingu entre paredes que vão desembocar em 24 turbinas. Domado, o rio vai produzirá até 11.233 megawatts (MW), em duas casas de força. Na principal, há 18 turbinas gigantes, que gerará 11.000MW. Na menor, a 20km dali, ao lado da barragem, serão mais 233MW.

O técnico em refrigeração Luiz Carlos Rocha, 56 anos, inspeciona de vez em quando o interior frio, barulhento e escuro da fábrica de gelo. Ao abrir a porta e avançar um passo, está no denso ar amazônico de 35°C. Pode avistar, a algumas centenas de metros, um fragmento de floresta. “A gente deveria ganhar insalubridade para enfrentar essa mudança de temperatura”, queixa-se. Os filhos, já crescidos, estão em São José do Rio Preto (SP), de onde veio. Na vila da obra, vive com a mulher.

Revezam-se em três turnos diários 25 mil operários — 30% são de Altamira, 24% de outros locais do Pará e 46% dos demais estados — com apenas uma parada, aos domingos. A meta é não perder mais um dia sequer. Desde que os trabalhos tiveram início, em 2011, já escaparam pelo ralo 400 dias, por conta de decisões judiciais ou protestos que paralisaram as obras. Há um ano, índios de várias etnias ocuparam parte do canteiro. Alguns da região, outros de longe, todos contrários às usinas projetadas para o Rio Tapajós. “Belo Monte virou um palco internacional”, lamenta o diretor da obra, Antonio Kelson Elias Filho. Depois da confusão, transformou-se também em uma fortaleza. Às áreas mais importantes da obra, não se chega sem atravessar postos de controle, cercas altas e fossos.
 
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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Roni Vedovo
O pior é vermos o MP, com pessoas de formação em ciência jurídica, dar palpite em assuntos de engenharia, em nítido apoio a ONGeiros e "indigentistas". | Denuncie |

Autor: Lost Cluster
Dar barcos com motor, caminhonetes Hilux e casas para os índios é compensação AMBIENTAL. Interessante. E eu, romântico, achando que os índios só queriam viver em suas ocas, pescando, caçando e plantando como mandam sua cultura e tradições milenares... bobinhos, né? Vão mamar nessa usina para sempre! | Denuncie |

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