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Estratégia do Brasil de investir em negócios na África não vinga

A participação de países africanos nas exportações nacionais permaneceu quase estável em uma década: passou de 4,39%, em 2004, para 4,79% neste ano

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postado em 14/04/2014 07:22

Rosana Hessel

Principal bandeira da política internacional do governo petista, o comércio Sul-Sul, que tem como uma de suas plataformas a ampliação da aliança com os países africanos, está caindo por terra. Diante dos resultados, os especialistas têm considerado essa estratégia cada vez mais equivocada. Isso porque ela não incrementou o comércio brasileiro com a África como se esperava e ainda afastou o Brasil dos principais mercados globais, como a Europa e os Estados Unidos.

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Depois de investidas, viagens oficiais e a intenção de perdoar quase US$ 900 milhões em dívidas de 12 países, a participação dos africanos nas exportações nacionais praticamente não sofreu alteração em uma década. Passou de 4,39%, em 2004, para 4,79% até março deste ano, como mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Mesmo com todas as investidas no continente da outra margem do Oceano Atlântico — entre as quais a criação de 34 embaixadas por lá desde 2003 —, os governos de Lula e Dilma Rousseff não conseguiram desenvolver o mercado como destino dos produtos industrializados brasileiros. Assim como o comércio do Brasil com o Mercosul e a América Latina dá sinais de enfraquecimento, o intercâmbio com a África tem sido historicamente desfavorável.

As empresas brasileiras ainda enfrentam dificuldades para investir na África. Uma das maiores apostas nacionais no continente, feito pela Vale na mina de Simandou, na República da Guiné, pode ir para o vinagre porque o governo daquele país sinaliza que vai suspender a licença de exploração da mineradora, que possui uma joint venture com a israelense BSGR. O comércio também é capenga. De 2012 para cá, os embarques nacionais acumulam quedas.

O rombo recorde da balança bilateral ocorreu no ano passado, quando a diferença entre as importações e as exportações brasileiras com os países africanos chegou a US$ 6,359 bilhões. Neste ano, o deficit acumulado de janeiro a março já soma US$ 897 milhões, e a expectativa é de que ele superará o de 2013. “Os produtos brasileiros não têm competitividade, não conseguem concorrer com a qualidade do que é produzido na Europa e muito menos com os preços da Ásia”, reconhece o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Flávio Castelo Branco.

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