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Resultado de PIB de fevereiro praticamente sepulta esperanças de Dilma

Presidente espera alcançar uma expansão mais forte em 2014

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postado em 17/04/2014 06:44 / atualizado em 17/04/2014 08:38

Deco Bancillon

A esperança da presidente Dilma Rousseff de alcançar, no último ano de seu mandato, um crescimento econômico mais forte do que a média do último triênio, de apenas 2%, está se desvanecendo cada vez mais. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) indicam que a economia avançou 0,24% em fevereiro, desempenho 10 vezes menor que os 2,35% registrados em janeiro. Para analistas, os dados sugerem que, mesmo com toda a ajuda do consumo da máquina estatal em ano de eleições, o Produto Interno Bruto (PIB) dificilmente avançará além de 1,65% em 2014.

Mais do que isso. À medida que o crescimento econômico encolhe, dizem os analistas, diminuem as chances de o país retomar, futuramente, taxas de expansão semelhantes às alcançadas durante o segundo mandato do governo Lula, quando o PIB avançou, em média, 4,6% ao ano. Para 2015, por exemplo, a aposta dominante no mercado financeiro é que a economia cresça apenas 2%, independentemente de quem seja o vencedor do pleito de outubro. O cenário não é mais otimista do que o traçado para este ano. “Até agora, todos os dados apontam para resultados fracos, tanto na indústria quanto no comércio”, disse o economista sênior do BES Investimento, Flávio Serrano.

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No período de três meses até fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), considerado um termômetro do PIB, avançou 0,11%. O número poderia ter sido ainda mais baixo não fosse a revisão, anunciada ontem pelo BC, do desempenho de janeiro, de uma alta de 1,26% para 2,35%. Em fevereiro, mesmo a elevação de 0,24% ficou abaixo do 0,31% previsto pelo mercado. “A economia tem patinado nesses primeiros meses, e, por enquanto, tudo indica que o quadro deve persistir também em março”, emendou Serrano.

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